A MAGNA CARTA da história do VINHO DO PORTO

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A MAGNA CARTA DA HISTÓRIA DO VINHO DO PORTO

–  A ESCRITURA DE CISTER (1142)

A vinda da Ordem de Cister para o Douro despovoado trouxe as varas borgonhesas do vinho de missa para 4 conventos enxertarem.

A começar pelos Varais (escritura de 1132), Cister compra vários terrenos na encosta marginal de Cambres (Lamego – em frente à Régua), agrupando-os, ainda no séc. XII, na granja de Mosteirô, que será reconhecida pelo Papa.

A necessidade de mão-de-obra atraíu às Vinhas não só os serranos das proximidades (Resende, Cinfães, Marão, Alvão, Castro Daire) mas ainda os Galegos e com eles toda a Cultura compostelana do galego-português, nomeadamente as belas cantigas de amigo, algumas das quais permanecem nas memórias seculares da Vinha.

Ver: GRANDE CANCIONEIRO DO ALTO DOURO – 3 volumes, 1.150 cantigas (pautas e letras) – 1.920 páginas

Ver ainda,do mesmo autor: 50 CANTIGAS PARALELÍSTICAS DO ALTO DOURO (2022)

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Extracto da revista VISÃO:

AQUI NASCEU O ‘VINHO CHEIRANTE’

Na margem esquerda, com vista para o casario estilo pato-bravo da Régua, João Azeredo também anda a matutar nas invejas que uma recente descoberta originou e que ameaça revolucionar a historiografia do Douro.

Segundo um estudo do investigador Altino Cardoso, a publicar pela Universidade do Porto, a secular Casa dos Varais ocupa o território onde, em 1142, os monges de Cister iniciaram a produção do “vinho cheirante de Lamego” a partir de castas da Borgonha, para usar nas missas, que viria a ser posteriormente denominado Vinho do Porto.

“Comprova-o um documento do Mosteiro de São João de Tarouca. A data, um ano antes da fundação da nacionalidade, até arrepia!”, confessa o proprietário da quinta que receberá este legado.

João Azeredo foi apanhado de surpresa. A princípio desconfiado, rendeu-se às evidências.

“É uma grande responsabilidade, para mim e para a região. Mas vem sustentar uma convicção pessoal: o Vinho do Porto não é apenas obra de ingleses, da D. Antónia, do Barão de Forrester ou do Marquês de Pombal, como pretendem fazer crer. Foi obra de gente mais simples e humilde”, acentua.

A Casa dos Varais já tinha sido pioneira no turismo de habitação, mesmo enfrentando resistências familiares. João abandonou o Porto nos anos 1980, deixando para trás a escola agrícola, e evitando o esfarelar da herança familiar. Transformou lagares, melhorou a qualidade das castas, apostou na comercialização. Na Casa dos Varais, manteve-se Maria Rosa, raro património duriense da safra de antigas cozinhas e encantamentos de levar ao lume, devidamente comprovados no arroz de pato e na doçaria.

João também põe o avental, mas apenas nas ocasiões em que, fazendo uso do seu único segredo gastronómico, confeciona a Truta do Monge. “É fumada em barrica de vinho do Porto e leva sete ou oito horas a preparar”, refere, orgulhoso.

Da janela da sala de jantar, ainda atordoado com os efeitos da novidade recente, repousa o olhar nas águas do Douro e medita nos tortuosos caminhos da região.

________ https://visao.sapo.pt/atualidade/sociedade/2012-09-04-o-paraiso-esquecido-do-douro-e-as-historias-que-moram-laf683417/#&gid=0&pid=1

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VER AINDA MAIS, NA NET:

https://dasorigensdovinhodoporto.blogspot.com/2016/05/as-primeiras-plantacoes.html

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