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MÚSICAS_SVR_53-61

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CENTENÁRIO DA DIOCESE DE VILA REAL

Revista TELLUS apresentada
no Grémio Literário de Vila Real

(hoje Grémio Literário Dr Pires Cabral)

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Apresentação da Revista TELLUS 76

Em 2-5-2022 o Grémio Literário apresentou textos comemorativos do I Centenário da Diocese nas páginas do nº 76 da Revista TELLUS, com a presença do Director, Dr AM Pires Cabral, o editor Elísio Amaral Neves e sob os auspícios da Câmara M de Vila Real, representada pela sua Vereadora da Cultura, a Drª Mara Minhava.

É grandiosa a Obra humana e cultural que os seminários têm doado à sociedade.

O Seminário de Vila Real deu a mão a milhares de jovens, que, regularmente, ainda hoje se aproximam da raiz, gratos por aí poderem reviver a dádiva da amizade partilhada em muitas décadas de formação e convívio.

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Adolfo Correia da Rocha [Miguel Torga], que nasceu em 1907, beneficiou da presença da Igreja no seio familiar da inocência de S. Martinho e, logo depois, no regaço paternal do seminário diocesano de Lamego, a que pertencia ainda o concelho de Vila Real.

Isto é: teria frequentado o Seminário de Vila Real se existisse nessa altura (só abriu em 23-10-1930 — e só foi legalmente escriturado em 1941, pela Concordata).

Os espinhos da angustiada procura de Deus através dos calvários da sua Vida nunca mirraram a fonte espiritual dos poemas de cada Natal do seu Jesus — menino pobre e frágil como ele, e sua Mãe, e seu Pai, e seu Avô… por isso escolheu regressar ao chão sagrado paternal, aí descansando desde 1995 num relicário cavado na terra benta, junto à igreja do seu baptismo e da pureza litúrgica da inocência.

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A gratidão nunca prescreve.

No Seminário de Vila Real, além do ensino da Religião, da Ciência e da Cultura, deve ser enaltecida a Música e o seu grande impulsionador: o Padre Minhava.

Pela mão do querido Maestro alguns alunos criaram melodias ainda hoje na memória de todos e que é honroso e gratificante divulgar.

O seu/nosso Orfeon atingiu um excelente nível académico e divulgava um leque de composições que iam do popular e regional (português e também internacional) ao repertório coral operático, de Haendel, Verdi, Schubert…

HOMENAGEM PESSOAL A MONSENHOR ÂNGELO C. MINHAVA

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Alguns EXEMPLOS de canções do SVR (53-61):

Marcha de Vila Real (M e L: Mons Ângelo C Minhava | Harm Altino M Cardoso)

1.Ornada de tantas galas
Oh abram alas
Uma princesa
É filha de um rei troveiro
Sonho primeiro
D’áurea beleza
O nome cheio de encanto
Que eu amo tanto
Também o diz
Real d’aspecto e de graça
A sorrir para quem passa
A filha de D.Dinis.
Coro:
Vila Real, oh que linda és
Tens o Corgo aos pés, em adoração
Vila Real, como és gentil
Canta-te o Cabril, beija-te o Marão.
2.Teus filhos, linda princesa
Tua nobreza
Sempre te herdaram
E nos campos de batalha
Nunca à metralha
Costas voltaram
É ver o bravo Araújo
E aquele marujo
Diogo Cão
Pelotas e Alves Roçadas
Brandiram suas espadas
A lutar por teu brasão!
3.À tua sombra descansa
Deposta a lança
Bravo Espadeiro
Ai guardas em um jazigo
O grande amigo
Do rei primeiro
A tua santa madrinha
Foi a rainha
Santa imortal
Que, num sorriso de amor
Te converteu numa flor
Do jardim de Portugal
                                    VILA REAL ! VILA REAL !! VILA REAL !!!…

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Marcha de Montalegre (M e L: Mons Ângelo C Minhava | Harm Altino M Cardoso)

Ai! Não há gente
Mais valente e prazenteira
Do que esta cá da fronteira
Do Norte de Portugal!
Nem tão alegre
Como a tua, ò Montalegre,
Gente forte cá do Norte,
Que nada teme, afinal!

É Montalegre o meu suave cantinho,
Chamem-lhe embora os outros “Terra Fria”;
Alegre e quente e sempre a paz de um ninho,
E Montalegre é a terra da alegria.
Guarda avançada desta Lusa Terra,
Do teu castelo, eu vejo nas ameias,
Igual àquele que me reflui nas veias,
Sangue de heróis, vertido em tanta guerra!

O teu castelo,
Quando a noite o luar
Vem do céu p’ra o beijar,
Gosto vê-lo:
Lembra um guerreiro,
Desses tempos de então,
A quem o coração,
Fez prisioneiro
Destas alturas,
Desta terra sem par,
Que também sabe amar.
Mesmo entre agruras;
E então eu creio,
Vendo-o tão belo,
Que és tu a fada
Enamorada
Do castelo!

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Marcha de Sabrosa (M: Mons Ângelo C Minhava | Letra: António Cabral | Harm Altino M Cardoso)

Viva! Viva! Viva Sabrosa!
Entre as vilas, a mais ditosa!
1. Sabrosa, linda, nasceu
no regaço de altos montes,
aconchegadinha ao céu,
que lhe abriu (que lhe abriu) os horizontes.
Foi um dia ver o Douro,
veio o sol mais  luar,
encheram-lhe os olhos de ouro,
ficou assim a cantar:
O mundo e o céu
juntei-os eu,
flores e estrelas no meu abraço
e o sol amigo
casou comigo
na igreja linda do azul do espaço…
Refrão:
Rica e formosa
e donairosa,
cheia de sonhos nasci assim…
E o sonho lindo
da Volta ao Mundo
de Magalhães nasceu de mim!…
2. Sabrosa, terra de encanto,
corações a palpitar…
cada lar é fogo santo,
linda terra, (linda terra,) lindo altar!…
Sagrou-te Deus em beleza,
em virtude e galhardia,
Sabrosa não há tristeza
e canta assim dia a dia:
(ao Refrão)

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Marcha SAUDADES DE AMARANTE – (L e M: Monsenhor Ângelo C Minhava | Harmon Altino M Cardoso)

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Marcha de Vila Pouca (L e M: Henrique  | Harm.: Altino M Cardoso)

1.Em graça e singeleza
Tu és a Princesa
De entre as terras de Aguiar!
Gaiata e sorridente
Tens p’ra toda a gente
Um sorriso em cada lar.
Não sei donde vieste
Ou se renasceste
Da romana Urbe, não sei,
Mas dizem Tradições
Que és terra de Heróis
E berço de nobre Grei!
Refrão:
Ó Vila Pouca
Terra sem par!
A minha boca
Já anda rouca
De te cantar!
“Tao pequenina!”
Ouço dizer
Mas diz-te a sina
Que, se és menina,
Serás mulher!
2.A rir, de lés a lés
Abre-se a teus pés
Esse Vale verdejante
De lado, o Roxo e o Facho
Olham pra baixo
De atalaia vigilante
Ao longe, o teu Castelo
Como já foi belo
Quando com ele casaste!
E o Corgo todo escolhos
Nasceu nos teus olhos
Das lágrimas que choraste!
3.Teus ricos pergaminhos
Ah! já tão velhinhos!
Custaram Sangue e Valor
Não há mais alta glória
Que a de ter na História
Um Ilustre Imperador
E Almeida – o Decepado
Também é contado
Entre os nobres Filhos teus
Outrora gloriosa
Hoje tão formosa
Foi assim que te quis Deus!

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Amor à beira Douro (L e M:  Altino M Cardoso)

1. A janela do meu quarto
é uma janela encantada,
dela vejo o rio Douro
de água linda, tão linda, dourada…

Meu amor é marinheiro
quando passa a navegar,
fico a vê-lo do meu quarto
a acenar… a acenar… a acenar…

REFRÃO:
La vai água abaixo
o meu coração
em doce ilusão,
contente a boiar,
porque o meu amor
vai nas loiras águas,
vai cheio de mágoas
quero-o consolar..
lá, lá, lá, lá, lá ………

2. Rio Douro, rio Douro,
Douro do meu coração,
que me levas meu amor
embalado na tua canção…
Águas loiras a sorrir
e rabelos a passar…
– são encantos e saudades
que me fazem sorrir e sonhar…
Ao REFRÃO

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Casinha de Pobre – [Música P Veríssimo Letra e Harm AMC]
CASINHA DE POBRE
Refrão:
Casinha de pobre,
lareira de altar,
Borralho quentinho
e é tudo a rezar…
As brasas no lume
são oiro a saltar,
A roca e o fuso
trabalham a par…
Um velho marujo
não vai sem contar
As tristes andanças
que andou pelo mar;
E as velhas murmuram
baixinho, a rezar:
“Deus guarde quem anda
nas ondas do mar!…“
Há moiras e há bruxas,
há medos no lar,
E trancam-se as portas
e é tudo a rezar…
Borralho quentinho,
brasido a estalar…
Casinha de pobre,
lareira de altar…

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Barcarola missionária (L e M – Altino M. Cardoso)

Parte I
A. Na praia há olhos chorando, mãos erguidas a rezar… e a caravela singrando ao som das ondas do mar.
Andorinhas pelos céus vêm repetir junto ao cais o longo, o último adeus, para talvez nunca mais…
– A caravela voga lá longe por sobre o mar…
São Missionários os que vão nela, Vão a rezar… Dentro do peito No coração Levam Jesus
Num sonho feito Da imensidão De uma cruz…
B. Santa velhinha ajoelhada reza em silêncio na areia, De choro a face banhada, De débil pranto a voz cheia…
Ora ao Senhor por seu filho que vai lá longe, no mar Um sonho de imenso brilho Nas trevas realizar…
– A caravela… etc.
– Chorosa, a voz do sertão Chama por eles além, Numa tão triste oração Que os faz chorar também…
Bis e (B.F.)
Durante a (B.F.): declamação:
– O Missionário vai, num sonho como os céus, Levar Jesus as almas com ardor intenso…
Deixou a mãe e tudo! Deu a vida a Deus, Deu-lhe o seu coração ardente, e puro, e imenso…
(Com mais ardor:)
Mas há-de ver sorrir, em rosas e perfume, A sua vida aberta num ideal assim.
E, quando aos doces passos Deus tirar o lume, O seu sonho final será de Amor… sem fim!…
Parte II
A-Todos os dias na areia Um vulto a ajoelhar De mansinho, a maré cheia Seu manto vinha beijar…
Era a velhinha, saudosa Do filho que além andava, Que perguntava, chorosa, Ao mar se ele voltava…
-Lá longe, longe, A caravela Fora ancorar. Os Missionários saíram dela p’ra missionar…
Dentro do peito No coração, Levam Jesus Num sonho feito Da imensidão De uma cruz…
-Um dia triste, porém, O vulto não apareceu… Essa terna e santa mãe Tinha voado ao céu…
Há tanto o filho querido  Desejava um beijo seu! Deus concedeu-lhe o pedido — Juntou-lhe os lábios no céu.
-Oh! Missionários! Oh! Missionários! Morte de encanto! Oh! Missionários, A vossa morte Eu amo-a tanto!
— Dentro do peito, No coração Levar Jesus Num sonho feito Da imensidão De uma Cruz!…
-Bendita a voz do sertão Que assim arrasta p’ra Deus, Bendita a vos da oração Que assim comove os céus!…bis
(B.F.) sem declamação.
PRECE FINAL Solo de tiple (Oração do seminarista missionário)
Senhor: Somos teus filhos queridos Felizes e recolhidos À sombra do teu Sacrário…
Senhor: Mas há teus filhos que não Não têm a paz, a unção Não têm um missionário!
Senhor: Somos teus filhos queridos, Nos teus joelhos erguidos À Mesa da Comunhão,
Senhor: Dá aos teus filhos pretinhos Nossos qu’ridos irmãozinhos, O doce nome: “CRISTÃO”.

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Hino da Diocese de Vila Real (L – D. Joaquim | M Cónego A Santos | Harm Altino M Cardoso) [Bodas de Diam do SVR 1995]

Por estes montes, terra quente e fria, marchamos sempre, povo do Deserto,
da luz prá luz, em longa travessia, de vida em vida e coração aberto.
Da luz prá luz, em longa travessia, de vida em vida e coração aberto!
Novo Israel em marcha pelos montes, Vila Real Amen, Vila Real Amen. Aleluia!
Refrão:
Hossana! Hossana! O Povo do Senhor!
Eu te saúdo luz do Mundo Novo, novo Israel em marcha pelo Mundo!
Vila Real, Vila Real! Amen! Aleluia! Aleluia!

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Coro dos Marinheiros (Puccini – da Ópera Mme Buterfly)

(BF – vozes de máquina)

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Asas brancas (Poema: A Garrett – M: P Minhava | Harm Altino M Cardoso)

Eu tinha umas asas brancas, Asas que um anjo me deu, Que, em me eu cansando da terra, Batia-as, voava ao céu.
-Eram brancas, brancas, brancas, Como as do anjo que m’as deu: Eu inocente como elas, Por isso voava ao céu.
Veio a cobiça da terra, Vinha para me tentar; Por seus montes de tesouros Minhas asas não quis dar.
-Veio a ambição, co’as grandezas, Vinham para mas cortar, Davam-me poder e glória; Por nenhum preço as quis dar.
Porque as minhas asas brancas, Asas que um anjo me deu, Em me eu cansando da terra, Batia-as, voava ao céu.
Mas uma noite sem lua Que eu contemplava as estrelas, E já suspenso da terra, Ia voar para elas,
-Deixei descair os olhos Do céu alto e das estrelas… Vi entre a névoa da terra, Outra luz mais bela que elas.
E as minhas asas brancas,  Asas que um anjo me deu, Para a terra me pesavam, Já não se erguiam ao céu.
Cegou-me essa luz funesta  De enfeitiçados amores… Fatal amor, negra hora Foi aquela hora de dores!
-Tudo perdi nessa hora  Que provei nos seus amores O doce fel do deleite, O acre prazer das dores.
E as minhas asas brancas, Asas que um anjo me deu, Pena a pena me caíram…  Nunca mais voei ao céu.

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Corridinho nº  4  (M Melo Júnior L P Minhava | Harm Altino M Cardoso)

‘Stá tudo dito! Não é bonito cantar em coro sem meter um corridinho!
vale uma aposta se alguém não gosta de ouvi-lo agora mesmo assim em desalinho! (bis)
O corridinho esta moda singular é daquém e dalém mar, é daquém e dalém Marão
o corridinho dirá alguém “não vale nada!” porém toda a pequenada gosta dele até mais não! (bis)
E nós os homens barbados, valha a verdade desapaixonada,
gostamos do corridinho, porque é bonito e não custa nada!
[versão original: somos por ele tão pelados como os pequenos pela marmelada!] (bis)

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Hino da Academia Missionária (L e M Altino M Cardoso)

Como arautos de Cristo na Terra, nosso lema nos chama às missões
vamos pois missionar, fazer guerra, convertendo e unindo as nações!
De ideais sempre unidos no esforço lutaremos por Cristo Jesus
e o Mundo enfim será nosso, onde quer que se erga uma Cruz!
REFRÃO:
Em nossos corações há brados de alegria, Vivamos as Missões na voz da Academia!
Ela nos pede amor, trabalho e oração, esp’rança no Senhor e afecto à vocação.

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Hino do Batalhão 947 do Zé H C Ferrador (M – P Minhava | Harm Altino M Cardoso)

Tá, tá, tá, tá, tá….

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O rouxinol adormeceu (Tadicional | Harm Altino M Cardoso)

O rouxinol adormeceu, caíu ao rio, logo morreu…
Ó rouxinol, que é da tua serenata?
Deixa as águas cor de prata,
Voa ao céu!…

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Saudades do Céu (L – Guilherme Braga | M D Magalhães | Harm Altino M Cardoso)  In: “Seminário de Diamante”

Ó Mãe, quem semeou tantas estrelas
nesse abismo que estás a contemplar?
Quem deu às ondas, que me inspiram medo,
As pérolas que tens no teu colar ?
Seria aquele Deus cujos decretos
Nos roubaram meu pai e meus irmãos,
E para quem de joelhos sobre o leito
Ergo ao deitar-me as pequeninas mãos ?
“Foi esse, foi ! Vê tu como ele é grande,
Que tantos astros espalhou nos céus !
Que tantas jóias escondeu nos mares !
 Vê tu como ele é grande, aquele Deus !”
Ó mãe, que linda noite ! Em noites destas
Eu sinto os anjos sobre mim passar :
Quem me dera também as asas puras
Que os voos sustentam pelo ar !
– Estremeceu a mãe. Depois, convulsa,
Ao palpitante seio o filho uniu;
Rebentaram-lhe as lágrimas dos olhos,
E o menino a cismar nem mesmo as viu.
Nessa noite, ao deitar-se, o belo infante
Ergueu de novo as pequeninas mãos,
Mas quando o sol lhe penetrou no quarto,
Tinha partido em busca dos irmãos !

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Hino do Seminário de Vila Real (L – António Cabral | M – A Matos | Harm Altino M Cardoso) In: “Seminário de Diamante”

É um jardim o seminário, nós botões abrindo em flor, o sol brilhante é o sacrário donde vem luz e calor
Pôs-nos Deus dentro do peito braseiros de fé intensa, Eia! ceifeiros de Deus, olhai a seara imensa!
REFRÃO: Agora no estudo a força é Jesus, Ele em nós é tudo, Ele é a nossa luz,
Depois, vida além, Ele o Sol Maior far-nos-á também outros sóis de Amor.

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Hino dos Bispos (Alter Christus) (L António Cabral | M A Matos Harm Altino M Cardoso). In: “Seminário de Diamante”

Eia, todos! cantemos a vida, celebremos o anseio de amor
de um prelado que amou sem medida, que se deu e se fez Bom Pastor.
Imolou as delícias do mundo e os encantos da terra natal,
Fez-se luz de um anseio profundo, fez-se nosso, e ele é teu, Vila Real!
“Alter Christus”, vem de Cristo o teu amor, porque és nosso vai de nós um grande amor
Bom Prelado, este Povo é todo teu, dá-lhe a bênção, que por ti nos vem do céu! (bis)
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Sê benvinda à nossa terra  (L e M: D Magalhães | Harm Altino M Cardoso). In: “Seminário de Diamante”
Sê benvinda à nossa terra, quem nos dera dar-te prendas de valor!
Nada temos ante o céu – ele é teu… – mas damos-te o nosso amor.
Avé Maria Avé Maria Avé Maria  Avé Maria.
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Galarispo – Ó ai, ó linda (Adapt de “Ó oliveira da Serra” Harm Altino M Cardoso). In: “Seminário de Diamante”
Mimada pelo Zé da Quinta uma galinha pôs ovo (bis)
ó ai, ó linda! nasceu um pinto da pinta,
ó ai, ó linda! que alvoroçou todo o povo! bis)
Mesmo com farta estalada, o pinto era macaco
ó ai, ó linda! queria ser um super-galo
ó ai, ó linda! mas era um galito fraco!
Como rir é bom remédio, houve risota no prédio
ó ai, ó linda! porque aquele galarispo,
ó ai, ó linda! queria ter crista de bispo1
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Ora viva a malta (Popular | Harm Altino M Cardoso). In: “Seminário de Diamante”
1.Ora viva a malta! Viva o pagode!
Ora viva a malta que já tem bigode,
que já tem bigode, que já tem bigode! (bis)
Refrão:
Agora é que é, toca a folgar, toca a rir,
Venha cá pró nosso rancho quem se quiser divertir! (bis)
2.Ora viva a malta! Ora viva lá!
Com’esta malta já não há, não há!
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Hino do papa Farriota  (Altino Moreira Cardoso In: “Seminário de Diamante”
Habemus papam! habemus papam! habemus papam!
Habemus papam! habemus papam! habemus papam! (bis)
Farriotam nostrum papam Farriotam!…
Farriotam nostrum papam Farriotam!… (bis)
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Hora do Adeus (Recolha e harmonização: Altino M Cardoso – In: “Seminário de Diamante”)
Chegou a hora do Adeus, irmãos, vamos partir,
No abraço dado em Deus, irmãos, vamo-nos despedir,,,
Partimos com a esperança, irmãos,
de um dia voltar,
Com Fé e Confiança, irmãos,
partimos  cantar!….. (bis)
Versão francesa – 1:
Les bons amis du temps passé vivant dans notre coeur
Jamais ne seront oubliés les amis du temps passé!
Chantons, avant de nous quitter,
chantons notre amitié!
Jamais ne seront oubliés
les amis du temps passé!
Versão francesa – 2 (P Sevin):
Faut-il nous quitter sans espoir, sans espoir de retour?
Faut-il nous quitter sans espoir de nous revoir un jour?
Ce n’est qu’un revoir, mes frères,
ce n’est qu’un revoir!
Oui, nous nous reverrons, mes frères,
ce n’est qu’un revoir!
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Marcha de Castedo (Letra e Música: António Cabral | Harmonização: Altino M Cardoso)

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A GRATIDÃO NUNCA PRESCREVE

(No Centenário da Diocese de Vila Real)

 

por Altino Moreira Cardoso

 

In: Revista TELLUS

Grémio Literário Pires Cabral – VILA REAL

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PLANO

Introdução

A – Contextos político-religiosos relevantes (1910-1926)

B – Criação da Diocese de Vila Real

C – Uma Esperança sempre presente

D – A Pedra e o Barro

E – O Sal e a Luz

Conclusão

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Apêndice:

HINO DA DIOCESE DE VILA REAL

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Introdução

 

Comemorar o Centenário de uma Instituição totalmente focada na solidariedade cristã para com todos os que percorrem o Caminho da Vida (cristã ou não) é muito mais do que um acto oficial necessário para a Memória Colectiva: é também um ensejo para um testemunho da memória de quem da sua Diocese tanto pôde beneficiar — pois a Gratidão nunca prescreve. Nem a Gratidão nem a Vontade de estar presente.

É este o espírito das palavras aqui trazidas. São necessárias e urgentes. Poderão ultrapassar o estritamente referencial, mas a subjectividade nunca ferirá o seu profundo valor documental.

 

A – Contextos político-religiosos relevantes (1910-1926)

 

Ano Alguns contextos político-religiosos
1907 Nasce Adolfo Rocha — Miguel Torga
1910 Implantação da República
1911 Constituição da República Portuguesa
Lei da Separação do Estado das Igrejas  (20-4-1911)
Apropriação do Convento de Sta Clara pelo Estado. (Só pela Concordata de 1941 a Diocese tomou posse do Seminário)
Código do Registo Civil
1912 Republicanos, monárquicos e sindicalistas tentam derrubar Afonso Costa.
Início da 1ª Guerra Mundial
1915 Junta Revolucionária tenta derrubar Pimenta de Castro
1916 Tentativa revolucionária (malograda) de Machado Santos em Tomar
1917 Aparições em Fátima
Sidónio Pais chefia uma revolução que o levará ao poder (Dezembrismo)
O Presidente da República,  Bernardino Machado, é destituído
1919 Governo de Domingos Pereira (durou 3 meses)
São assassinados Machado Santos, António Granjo e José Carlos da Maia (“Noite Sangrenta”)
1922 Gago Coutinho e Sacadura Cabral iniciam a travessia aérea entre Lisboa e o Rio de Janeiro
Fundação da DIOCESE DE VILA REAL (20 de Abril) — seccionada da Diocese de Lamego.

 A presente tabela regista uma pequena amostragem da República, entre 5 de Outubro de 1910 e 28 de Maio de 1926.

Logo em 1911 (20 de Abril), no seguimento da primeira Constituição republicana, a Lei da Separação do Estado e das Igrejas desfere o famigerado golpe anticlerical sobre a Igreja Católica, imediatamente acompanhado por importantes esbulhos do seu património e direitos merecidos em séculos de solidariedade. Ao mesmo tempo explodia um vergonhoso rol de quesílias mortais entre seitas revolucionárias, nomeadamente maçons, republicanos, carbonários, etc., todos auto-nomeados progressistas, detentores exclusivos da verdade (republicana) e inventores da felicidade do povo.

O que diz a História:

Sob a liderança de Afonso Costa, o ministro da justiça, a revolução imediatamente atacou a Igreja Católica: igrejas foram saqueadas, conventos foram atacados e clero foi assediado. Mal havia sido instalado o governo provisório quando começou a dedicar toda a sua atenção a uma política anti-religiosa, apesar da desastrosa situação económica.

Em 10 de outubro — cinco dias após a inauguração da República — o novo governo decretou que todos os conventos, mosteiros e ordens religiosas seriam suprimidos. Todos os moradores de instituições religiosas foram expulsos e seus bens confiscados. Os jesuítas foram forçados a perder sua cidadania portuguesa.

Uma série de leis e decretos anticatólicos se sucederam em rápida sucessão. No dia 3 de novembro, uma lei legalizando o divórcio foi aprovada e depois houve leis para reconhecer a legitimidade das crianças nascidas fora do casamento, autorizar a cremação, secularizar os cemitérios, suprimir o ensino religioso nas escolas e proibir o uso da batina. Além do que, além do mais, o toque dos sinos da igreja para sinalizar os tempos de adoração foi sujeito a certas restrições, e a celebração pública das festas religiosas foi suprimida. O governo também interferiu na realização de seminários, reservando o direito de nomear professores e determinar currículos. Toda esta série de leis de autoria de Afonso Costa culminou na Lei da Separação do Estado das Igrejas aprovada por decreto com força de lei, de 20 de Abril de 1911. (…)

Neste período de 16 anos (19100-1927) houve 7 parlamentos, 8 presidentes da República, 45 governos, 40 chefias de governo (1 presidente do Governo Provisório e 38 presidentes do Ministério), 2 presidências do Ministério que não chegaram a tomar posse, 2 presidentes do Ministério interinos, 1 junta constitucional, 1 junta revolucionária e 1 ministério investido na totalidade do poder executivo. [1][2]

A bancarrota política, social e económica que estes números sugerem, ultrapassou a esfera religiosa e institucional: todo o tecido social e económico do país foi contagiado e apodrecido, gerando-se graves convulsões sociais e inúmeros crimes políticos.

Tanto ódio, bandalheira, traições, injustiças, fome e assassinatos exigiram dos militares a reposição da ordem e da economia  e (apenas 16 anos depois!) tiveram de convocar um Professor da Universidade de Coimbra: o Dr. A. Oliveira Salazar para “pôr as coisas em ordem“.

Curiosamente a data 5 de Outubro ainda se mantém como feriado nacional, mais de um século depois…!

 

B – Criação da Diocese de Vila Real

A Diocese de Vila Real foi criada com enorme risco, dado este contexto de ódio, esbulho e crime.

E é de assinalar o processo que lhe deu forma:

Depois de consultados todos os Bispos de Portugl e dum modo especial os de Bragança e de Lamego, pois eram desmembradas daquelas Dioceses, respectivamente 19 e 71 freguesias e com voto consultivo dos Cardeais da Santa Igreja Romana que presidem aos negócios eclesiásticos e extraordinários, era criada a Diocese de Vila Real com 257 freguesias, sendo 167 de Braga, 19 de Bragança e 71 de Lamego, pela Bula “Apostolica Praedecessorum Nostrorum Sollicitudo“, de 20 de Abril de 1922, por S S Pio XI. (…)

Depois de estabelecer as normas necessárias à organização e recursos da nova Diocese, a Bula estatui a criação de um Seminário Diocesano:

Igualmente estatuímos que, logo que seja possível, se crie um Semináro Diocesano, segundo as disposições do Código e as regras dadas pela Sagrada Congregação dos Seminários, no qual possam ser instruídos e educados os Ministros do Santuário; entretanto, providencie o Ordinário da melhor maneira que possa com relação aos Aspirantes ao Sacerdócio, mandando-os para os Seminários mais próximos.[3]

No subsequente processo da fundação do Seminário é de lembrar um episódio que, perante a hostilidade anticlerical, precisou de umas camuflagens inéditas:

Quando D. João chegou a Vila Real já encontrou uma atmosfera de simpatia e de piedade para com o seminário diocesano que se deveria construir no coração da diocese. Até já se pensava que este deveria ser construído no velho Convento de Santa Clara que se tornara propriedade do Estado em 1911. Por isso era necessário comprá-lo ao Estado ou, o que era conveniente para ambas as partes, adquiri-lo em troca pelo edifício e anexos do Liceu Camilo Castelo Branco, pertença de Mons. Jerónimo Amaral.

O Congresso da República, pela lei 1693 de 11 de Dezembro de 1924, autorizou a troca que se efectuou em 25 de Abril de 1925. Uma vez que a diocese, nesse tempo, não tinha personalidade jurídica civil, foi necessário criar uma sociedade anónima, sob a denominação “Auxiliadora Transmontana” que ficasse proprietária do convento e anexos, já então pertença de Mons. Jerónimo, um dos sócios fundadores, e que este trazia para a fundação. Este facto ocorreu em 19 de Fevereiro de 1930. Só em 1941, após a Concordata entre Portugal e a Santa Sé, é que a diocese tomou posse do Seminário. [4]

No fim de 50 anos (1930-1980) frequentaram o seminário 2.316 alunos, que não teriam qualquer outra oferta de estudo oficial – muito menos gratuito, ou a custo quase simbólico.

Adolfo Correia da Rocha [Miguel Torga], que nasceu em 1907, beneficiou da presença da Igreja no seio familiar da inocência de S. Martinho e, logo depois, no regaço paternal do seminário diocesano de Lamego, a que pertencia ainda o concelho de Vila Real.

Isto é: teria frequentado o Seminário de Vila Real se existisse nessa altura (só abriu em 23-10-1930 — e só foi legalmente escriturado em 1941, pela Concordata).

Os espinhos da angustiada procura de Deus através dos calvários da sua Vida nunca mirraram a fonte espiritual dos poemas de cada Natal do seu Jesus — menino pobre e frágil como ele, e sua Mãe, e seu Pai, e seu Avô… por isso escolheu regressar ao chão sagrado paternal, aí descansando desde 1995 num relicário cavado na terra benta, junto à igreja do seu baptismo e da pureza litúrgica da inocência.

 

BISPOS DA DIOCESE DE VILA REAL

1. D. João Evangelista de Lima Vidal (1923-1933)
2. D. António (I) Valente da Fonseca (1933-1967)
4. D. António de Castro Xavier Monteiro (1964-1966)
3. D. António (II) Cardoso Cunha (1967-1991)
4. D. Joaquim Gonçalves (1991-2011)
5. D. Amândio José Tomás (2011-2019)
6. D. António (III) Augusto de Oliveira Azevedo (2019- ……..)

 

É na grandeza de Homens assim, justamente elevados ao estatuto de Príncipes e pilares da Igreja, que as gerações cimentam as Tradições e Valores do Passado e neles assentam as traves do Futuro.[5]

A nova Diocese

A nova diocese era formada por 166 paróquias de Braga, 19 de Bragança e 71 de Lamego e compreendia todas as freguesias dos concelhos de Alijó, Boticas, Chaves, Mesão Frio, Mondim de Basto, Montalegre, Murça, Peso da Régua, Ribeira de Pena, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, Valpaços, Vila Pouca de Aguiar e Vila Real.

(…) A diocese é constituída por 264 paróquias agrupadas em oito arciprestados (Douro I – 27; Douro II – 28; Centro I – 47; Centro II – 16; Baixo Tâmega – 14; Alto Tâmega – 65; Barroso – 35; Valpaços – 32). Actualmente, a área da diocese tem uma população de 213 775 habitantes (Censos de 2011), contando com 108 sacerdotes e dois diáconos permanentes, dois quais 82 são párocos ou vigários paroquiais (Anuário Diocesano de 2020/2021).[6]

 

Centenário

De 8 de dezembro de 2021 a 8 de dezembro de 2022 a diocese de Vila Real comemora o centenário da sua criação.

A data de abertura e encerramento deste Ano Jubilar foi escolhida por ser o dia da sua padroeira, a Imaculada Conceição.

O programa das comemorações jubilares foi apresentado no dia 24 de novembro (…).

O destaque mais importante é a celebração principal a 20 de abril de 2022, dia dos 100 anos da criação da diocese. Além da celebração litúrgica na Sé, haverá também um concerto e a abertura de uma exposição documental no Museu do Som e da Imagem.

A exposição terá itinerância pelas restantes cidades do distrito: Régua, Chaves e Valpaços.

Haverá ainda outra exposição permanente no Seminário com peças de arte do Seminário e da Sé.

Merecem também destaque as peregrinações jubilares dos Arciprestados à Sé, tendo cada um deles o mês próprio.

 

C – Uma Esperança sempre presente

A Diocese de Vila Real continuou e desenvolveu a missão já lançada no terreno por Braga, Bragança e Lamego.

E é de urgente justiça realçar alguns dos seus frutos nesta vasta Região, que não se reduzem ao cerne religioso ou sacramental, pois são inumeráveis os movimentos e as obras (asilos, infantários, escolas, hospitais, obras sociais, culturais, caritativas, pedagógicas, civilizacionais, etc.) em que a sua marca vem estando bem presente e actuante, sempre em sintonia com todas as dioceses do Mundo, todas sob a autoridade de Pedro.

É um dever honrar, com o clero secular, a presença na Diocese de algumas Ordens Religiosas, dedicadas à oração e à acção social.

Masculinas:

Irmãos Maristas, Padres Franciscanos, Padres Lazaristas (Vicentinos), Padres Missionários do Esp Santo, D. Bosco…

Femininas:

Filhas da Caridade de S.Vicente de Paulo, Franciscanas Hospitaleiros da Imaculada Conceição, Franciscanas Missionárias de N Senhora, Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres, Irmãs do Instituto do Sagrado Coração de Maria, Irmãzinhas dos Anciãos Desamparados, Missionáris Reparadoras do Sagrado Coração de Jesus, Religiosas da Divina Providência e Sagrada Família, Religiosas do Amor de Deus, Servas Francicanas Reparadoras de Jesus Sacramentado, etc.

São muitas e abrangentes as obras dinamizadas pela Igreja, com e sem apoios exteriores:

CENTRO CATÓLICO DE CULTURA, COMISSÃO DIOCESANA JUSTIÇA E PAZ, Protecção de Menores e Pessoas Vulneráveis, CARITAS DIOCESANA, FLORINHAS DA NEVE (Escola de Donas de Casa), Lar de N Sra das Dores, SANTA CASA DA MISERICÓRDIA, LAR DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA, Conselho diocesano para os assuntos económicos, Equipas de FUTEBOL (Futsal), MISSÃO PAÍS (Estudantes Universitários Católicos), Missões Universitárias, Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja (Ecclesia), Comissão Diocesana para o Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso, Comissão Diocesana de Música Sacra, Escutismo,  Conferência de S. Vicente de Paulo,  Grupos de Jovens,  Equipas e Casais de Nossa Senhora, Secretariado Diocesano da Acção Social, Secretariado Diocesano da Educação Cristã, Secretariado Diocesano da Juventude, Universidade e Vocações, Secretariado Diocesano de Liturgia, Música Sacra e Ministros Extraordinários da Comunhão, Secretariados vários:  da Mobilidade Humana e da Pastoral dos Ciganos, da Pastoral, da Família, da Saúde, das Obras Missionárias Pontifícias, da Educação Moral e Religiosa Católica, o projeto ‘Caminhos da Fé’ – ‘Paths Fidei’ (iniciativa do Turismo de Portugal, desenvolvida com parceiros públicos e privados, que “perspetiva a afirmação internacional de Portugal como um destino de fruição espiritual e cultural”…[7]

Em resumo:

O ensino espiritual católico inclui espalhar o Evangelho, mas completando-o com práticas caritativas essenciais em que ressalta o apoio aos doentes, pobres e aflitos através das obras corporais e espirituais de misericórdia.

A Igreja Católica é o maior provedor não governamental de educação e serviços médicos do mundo.

Em Portugal apenas em meados do séc XIX o Estado iniciou o investimento nos campos da educação e da saúde.

 

ESTATÍSTICAS:

Todos os anos a Igreja Católica publica o “Anuário Estatístico da Igreja”, através da Fides, agência de notícias do Vaticano.

Segundo os dados do Anuário de 2021, a Igreja Católica mantém 258.706 instituições de educação, saúde, de beneficência e assistência.

 

Institutos de educação:

No área educacional a Igreja Católica mantém 142.521 instituições responsáveis pela educação de mais de 63,6 milhões de estudantes, desde o maternal, passando pelos estudos primários, secundário, superior e académicos.

Distribuídos por 73.263 escolas maternais frequentadas por 6.963.669 alunos; 96.822 escolas primárias frequentadas por 32.254.204 alunos; 45.699 institutos secundários frequentados por 19.407.417 alunos; 2.309.797 alunos em escolas superiores e 2.727.940 estudantes universitários.

 Institutos de saúde, beneficência e assistência:

5.034 hospitais; 16.627 dispensários; 611 leprosários; 15.518 casas para idosos, doentes crônicos e deficientes; 9.770 orfanatos; 12.082 jardins de infância; 14.391 consultórios matrimoniais; 3.896 centros de educação e reeducação social; 38.256 instituições de outro tipo.

Estudos apontam que se a Igreja Católica saísse do continente africano 60% das escolas e hospitais seriam fechados.

Algumas instituições de caridade católicas presentes em todas as regiões do Mundo:

AJUDA À IGREJA QUE SOFRE, CAFOD (Catholic International Development Charity) CATHOLIC CHARITIES USA, MISSÕES DOMÉSTICAS católicas ASSOC CAT DE BEM-ESTAR do Oriente Próximo CARITAS Internationalis, CIDSE (Together for the global justice), FIDESCO International (voluntários), SERVIÇO JESUÍTA AOS REFUGIADOS, MLTESER International (Ordem de Malta), RENOVABIS (organização de caridade da Igreja Católica Romana na Alemanha), SOCIEDADE DE S. VICENTE DE PAULO, TALITHA KUM (Fim do tráfego humano).[8]

Em nome do Catolicismo não param de multiplicar-se, a nível planetário, iniciativas de solidariedade: sem elas o Mundo estaria muito mais desprotegido.

A voz do Papa (e de toda a instituição católica, em sincronia) está sempre presente e actuante, quer nas celebrações de louvor a Deus, quer nas horas de crise e de oração, em mensagens e actos de amor, a favor do Bem e da Paz e contra as injustiças e a pobreza.

É nestas iniciativas que a mensagem cristã se revela, se renova, se afirma, se reforça, se purifica, se santifica das fragilidades do barro humano de que são feitos todos os homens, sacerdotes incluídos.

Junto à ‘pedra’ da ordenação de Pedro Cristo não exigiu anjos, mas escolheu homens frágeis, cujo barro iria sossobrar por natureza. Não mais de 24 horas depois do acto de fé a amor a Cristo, falhou o próprio Pedro, antes de o galo cantar duas vezes.

Mas o seu arrependimento gerou a certeza de uma Mão estendida a todos  os homens, garantindo aos pecadores a luz divina. Foi a primeira lição relativa à fragilidade humana da Igreja.

 

D – A Pedra e o Barro

 Todos os Ideais e Obras humanas, mesmo as de consagradas sacramentalmente, assentam no barro da fragilidade de Adão.

A Obra da Igreja Católica, impressionante e universal, colossal e indispensável num Mundo em que o materialismo e os ódios cada vez mais põem em risco a própria sobrevivência humana na Terra, tem sido objecto de uma irracional discriminação nos meios de comunicação social e, daí, na opinião pública mais preconceituosa, tendenciosa e marginal.

A ganância de arrabanhar os lucros das audiências estão acima de toda a moralidade e bom senso e levam a manipulações que estão a subverter e condenar as novas gerações, através de ideias e práticas de anormalidade, por vezes anti-naturais, como as liberdades sem responsabilidade, a falta de disciplina, o desrespeito pelo outro, as drogas, o chocante, o sexo canino, os excessos, a subversão, o escândalo…

O Estado sobrecarrega de impostos quem trabalha e investe na sua independência pessoal e familiar, mas acorre aos caprichos de muita gente parasita, mas que nunca se esquece de lhe retribuir com votos nas eleições.

O atrevimento resultante da sem-vergonha e da impunidade chega ao ponto de se virar contra os próprios agentes das instituições da ordem e da moralidade social, lançando sobre elas calúnias ou boatos mesmo que meramente adivinhados: polícias, tribunais, igreja, professores… pois “os filhos das trevas são mais activos do que os filhos da luz“.

E, como dizia um sábio pensador, ‘a tolerância humana pode, a breve prazo, tornar anormal o bom senso e normais todos os disparates’.

Sociologicamente este fenómeno, com a cumplicidade e a má-fé dos mass media, em que proliferam as pressões do lucro, as vaidades viciadas e os pseudo-intelectuais, leva a que a faixa do facilitismo irresponsável e degradado compareça em massa nas votações, pelo que se vão criando e perpetuando fábulas anedóticas como esta:

Vais ter relações sexuais? O governo dá-te preservativos.

Já arriscaste sem protecção? O governo dá-te a pílula do dia seguinte.

Engravidaste? O governo oferece-te o aborto.

Desempregaste-te? O governo dá-te subsídio de desemprego.

Na escola não aprendes nada? O governo dá-te novas oportunidades.

És viciado em drogas? O governo renova-te as seringas.

Detestas trabalhar? O governo dá-te o Rendimento Social de Inserção.

—-

Agora experimenta estudar, trabalhar, produzir e andar na linha e verás o que te acontece:

O mesmo governo arreia-te com um carrada de impostos e responsabilidades…

E se andaste a descontar toda a vida, reformaste-te e estás doente?

O governo não tem orçamento para te curar, mas tem para te eutanasiar. [9]

Como diria Fedro, a fábula mostra que não há retrato mais miserável de um país do que assistir aos peditórios regulares para a Luta contra o Cancro ou às filas à porta da Caritas, ou da Sopa dos Pobres, ou da Comunidade Vida e Paz, ou do Banco Alimentar contra a Fome, ou…. ou…

Pobre gente, que tudo desculpa a gente marginal e de tudo acusa precisamente quem tenta ajudar:

Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás claramente para tirar o cisco do olho do teu irmão.» [10]

Um Centenário oferece pretexto para um breve balanço nestes tempos de materialismo, alienação e facilitismo da sociedade consumista.

Haverá lugar para a expressão camoniana “apagada e vil tristeza”? Convém meditar nisso e encontrar possíveis conclusões e reacções.

Poderá concluir-se da urgência de reacção perante a má-fé, hipocrisia, discriminação e, pior, generalização de fragilidades a todos os clérigos: transformar em regra as excepções como já previa S. Tomás de Aquino:

“bonum ex integra causa, malum ex quocunque defectu”. [11]

Uma ação é boa quando boa em todos os aspectos; é errada quando errada em qualquer aspecto.

Isto incluirá expor a verdade sem qualquer complexo, respondendo aos ataques, não em palavras mas com argumentos baseados nas extraordinárias Ideias, Palavras e Obras que a mensagem da Igreja tem erigido e mantido em todos os séculos e cantos do Mundo.

“Servir a Deus e aos outros, auto-doação: esta é a lógica que a fé autêntica transmite e se desenvolve em nossas vidas diárias e que não é o tipo de poder e glória que pertence a este mundo.”[12]

A Igreja, na sua interacção com as outras instituições sociais não pode perder o seu carácter de “sal terrae”.

O pescador e o pastor não podem por natureza limitar-se a ocupar uma cadeira almofadada, mas têm de ir lá, molhar os pés, à água, à lama, às pedras e às silvas, ao elemento natural e espiritual de cada ser humano, comunicando numa linguagem que peixes, ovelhas e, também, os lobos, percebam e, ainda, possam facilmente recolher e meditar.

As ideias de serviço estão gravadas no Evangelho e têm sido amplamente difundidas (próximo de nós) por S João Paulo II, Bento XVI e por Francisco, o actual sucessor de Pedro.

Mas estas ideias de missão evangélica arriscam-se facilmente a ficar desbotadas na actual crise espiritual, em que a Humanidade se verga às facilidades e permissividades do laxismo materialista, abusador e consumista.

Parece que apenas durante uma hora de crise – uma doença, uma guerra (como neste momento…) – a alma humana parece bater no peito e encontrar no coração as suas raízes sobrenaturais.

O bispo, sucessor directo dos apóstolos e hierarquicamente ligado a Pedro, tem de ser o primeiro a congregar a boa vontade das suas equipas e dar-lhes a coragem do dinamismo sacerdotal e da autoridade sacramentada, que está simbolizada no seu capuz, a mitra, e no seu cajado de pastor, o báculo.

Claro que sempre existirão ovelhas e cabras tresmalhadas, que, como bom pastor, nunca deve abandonar, pois tem a formação, a experiência e a graça de tentar conhecer e minorar as fragilidades humanas: as dos outros e as suas próprias.

As fragilidades integram as dialécticas que constituem a essência de todo o ser humano e o tornam dramaticamente superior aos animais; mas o dom da razão coincide precisamente com a responsabilidade de a usar.

Jesus funda a Igreja “super hanc petram”:

«Tu es Petrus, et super hanc petram aedificabo Ecclesiam meam»[13]

Dá o Primado a Pedro, à beira de Tiberíades, o mar dos seus pescadores, gente humilde e futuros apóstolos, e grava esta Ordenação, Projecto e Promessa de Eternidade em pedra firme: não na areia fina que qualquer bafo de espuma apagaria.

Pedro é o calhau que o divino escultor modela e sacraliza numa obra de Fé e Exemplo.

Nele consubstancia Jesus os dois principais vectores da Fé do Catolicismo:

“Quem dizem vocês que eu sou?”

Pedro (Simão) assume a voz dos Doze e afirma:

“Tu és o Cristo, Filho de Deus vivo!”

Respondeu Jesus:

“Feliz és tu, Simão, filho de Jonas! Porque isto não te foi revelado por carne ou sangue, mas por meu Pai que está nos céus.

E eu digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Inferno não poderão vencê-la.

Eu te darei as chaves do Reino dos Céus; o que tu ligares na Terra será ligado nos Céus, e o que tu desligares na Terra será desligado nos Céus”. [14]

No entanto… também o mesmíssimo Pedro é aquele que cai de joelhos e chora amargamente, pedindo perdão por ter negado conhecer o seu Divino Mestre no jardim das Oliveiras, por ter sobrevalorizado a força da sua espada perante a ameaça do mal… e apesar de Jesus, em agonia, o ter avisado da vacuidade da basófia em vez da Fé:

“Em verdade te digo que nesta noite, antes que o galo cante, três vezes me negarás” [15]

O perdão deste gravíssimo pecado do próprio Pedro – primeira pedra da Igreja – grava a fogo na bruta materialidade do Tempo presente a eterna Esperança perante as revelações chocantes de abusos de certos elementos da comunidade eclesiástica católica — talvez a religião mais santa (e também odiada) de todas as religiões do Mundo.

É infinito o perdão, disso nos deu garantia Cristo:

“Ainda que os teus pecados sejam negros como breu, eles tornar-se-ão brancos como a neve.”

Ou:

“Embora os teus pecados sejam vermelhos como escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; embora sejam rubros como púrpura, como a lã se tornarão” [16]

No entanto:

O próprio Cristo expulsou do Templo os vendilhões:

Então ele fez um chicote de cordas e expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e os bois; espalhou as moedas dos cambistas e virou as suas mesas.

Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio! [17]

E, aos promotores de escândalos, ameaçou atar-lhes uma mó ao pescoço e atirá-los ao mar:

Mas, qualquer que escandalizar um destes pequeninos, que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar.

Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!

Portanto, se a tua mão ou o teu pé te escandalizar, corta-o e atira-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida coxo, ou aleijado, do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno.

E, se o teu olho te escandalizar, arranca-o, e atira-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida com um só olho, do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do inferno.[18]

 

E – O Sal e a Luz

 

Se o sal perder a força…

“Vós sois o sal da terra. Se o sal perder a sua força, com que se há-de salgar?

Para mais nada servirá senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens.” [19]

E se a luz falhar…

“Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade edificada no alto de um monte.” [20]

“Nem os que acendem uma luzerna a metem debaixo do alqueire, mas, põem-na sobre o candeeiro, a fim de que ela dê a luz a todos os que estão na casa.” [21]

“Ninguém, pois, acende uma luzerna e a cobre com alguma vasilha, ou a põe debaixo da cama; põe-na sobre um candeeiro, para que vejam a luz os que entram. Porque não há coisa encoberta, que não haja de saber-se e fazer-se pública.” [22]

E disse-lhes: Vem porventura a candeia para se meter debaixo do alqueire, ou debaixo da cama? não vem antes para se colocar no velador? [23]

Perante os escândalos que (cert)a comunicação social atribui à Igreja actual, é necessário clarificar devidamente o que é a Regra e o que são as excepções, isto é, separar o trigo do joio.

Pelo menos aparentemente, o medo e a vergonha têm manietado a força da verdade e derrapado para uma cobarde coexistência em que a passividade tende a tolerar falsas verdades e a gerar submissão às vozes tendenciosas da má-fé.

A tibieza, que tem uma raíz cobarde e mole, origina esse estado de dependência, em que a fé não tem a coerência das obras necessárias para a manter e defender:

Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! [24]

Antes foras quente ou frio. O tíbio será expulso da minha boca. [25]

A Igreja não pode deixar de encarar bem de frente a luz dos factos, pedindo perdão pelas excepções do Barro, mas reagindo para repor a Verdade essencial, não se conformando em ser uma luzinha murcha e envergonhada por debaixo do alqueire, projectando com a máxima clareza a Missão sacralizada do homem consagrado mas pecador, isto é, humano.

Tem de assumir a força das convicções e presenças, iniciativas e esperança, remo e cajado, enxada e foice — só assim poderá melhorar este mundo animalizado por futilidades sem raízes nem futuro.

Não deixar para ‘mais tarde‘, pois as facilidades banalizam e a habituação provoca o desprezo e depois o esquecimento.

É necessária a afirmação clara e firme das convicções: um clérigo deverá assumir-se em todas as situações e momentos, poder ser identificado e ter visibilidad,e onde quer que se encontre e não apenas no altar.

Se os nossos padres não usam batina, nem ao menos o cabeção, quem os identificará?

Quem verá neles a marca das “águas cristalinas” e a excepção no meio do rebanho a missionar e a alimentar espiritualmente?

Que visibilidade têm?

Não se pode admitir que o Cristianismo deixe relaxar grande parte das suas crenças e tradições, a sua liturgia, as suas marcas dos alicerces de Pedro, a Pedra Fundadora.

Sofrerá a Igreja de excessiva e imerecida confiança?

Assumirá gratuitamente (abusivamente?) a promessa de Cristo

“Et portae inferi non praevalebunt adversus eam.”

Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. [26]

E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo. [27]

Porque intentaram o mal contra ti; maquinaram um ardil, mas não prevalecerão.” [28]

Sofrer as perseguições, os ódios e as injúrias do mundo e a própria morte purifica e a pureza e a Verdade da Alma:

“E, tomando a mão da menina, disse-lhe:

Talita cumi; que, traduzido, é:

Menina, a ti te digo, levanta-te.”[29]

Mas a menina era um anjo: uma criança sem pecado.

O Poder é sinónimo de Responsabilidade e Vigilância, sobretudo do ponto de vista sacramental, como prega um dos apóstolos dos tempos modernos mais cultos, activos, influentes, coerentes e perenes, inigualável escritor dos tempos áureos da nossa História Literária: o Padre António Vieira:

Príncipes, Eclesiásticos, grandes, maiores, supremos, e vós, ó Prelados, que estais em seu lugar: vedes as calamidades universais e particulares da Igreja, vedes os destroços da Fé, vedes o descaimento da Religião, vedes o desprezo das Leis Divinas, vedes o abuso dos costumes, vedes os pecados públicos, vedes os escândalos, vedes as simonias, vedes os sacrilégios, vedes a falta da doutrina sã, vedes a condenação e perda de tantas almas, dentro e fora da Cristandade? Ou o vedes ou não o vedes. Se o vedes, como não o remediais, e se o não remediais, como o vedes? Estais cegos. [30]

 

Conclusão

  Terminando… [31]

“O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem se atrevia a levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo:

Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!”[32]

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Notas de rodapé:

[1] – https://www.old.knoow.net/historia/cronologia/1922_a_efemerides.htm

[2] – https://pt.wikipedia.org/ wiki/Primeira_Rep%C3%BAblica_Portuguesa

[3] A BARROSO DE OLIVEIRA: Os 50 Anos do Seminário de Vila Real (Pág. 23-2ª ed. de Altino M Cardoso)

[4]  https://agencia.ecclesia.pt/portal/seminario-diocesano-de-vila-real-75-anos-de-historia/

[5] Altino M Cardoso-SEMINÁRIO DE DIAMANTE [2006- p.167]

[6] Fonte: http://www.diocese-vilareal.pt/a-diocese/historia/

[7] https://www.diocese-vilareal.pt/a-diocese/servicos-centrais/

Secretariados

[8] https://pt.wikipedia.org/wiki/Organiza%C3%A7%C3%B5es_de_caridade_cat%C3%B3lica

https://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Cat%C3%B3lica

[9] In: Whatsapp, Facebook… e outros utensílios electrónicos actuais.

[10] (MT, 7:1-5)

[11] Summa Theologica

[12] Papa Bento XVI  – https://reginacaelisanctamaria.wordpress.com/2012/02/18/tu-es-petrus-et-super-hanc-petram-aedificabo-ecclesiam-meam/

[13] MATEUS, 16

[14] MATEUS, 15-19

[15] MATEUS, 26-34

[16] ISAÍAS, 1

[17] JOÃO, 2,13-25

[18] MATEUS, 18, 6-8

[19] MATEUS, 5-13

[20] MATEUS, 5-14

[21] (MATEUS, V: 15)

[22] (LUCAS, 8, 16- 17)

[23] MARCOS, 4,21

[24] Apocalipse 3:15

[25] Apoclipse, 3-16

[26] MATEUS, 16-18

[27] MATEUS, 10-28

[28] SALMOS, 21-11

[29] MARCOS, 5:41

[30] Padre António Vieira – SERMÕES

[31] Ver mais (também o Hino da Diocese) em: https://amadora-sintra-editora.pt/produto/musicas_svr-53-61/

[32] Lucas 18:13.

 

Sintra, 15 de Março de 2022

Altino Moreira Cardoso

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Observação:

Ao ser transferido para word o layout do texto original em PDF sofreu várias adaptações.

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