400 CPR – MÚSICAS para POETAS

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Descrição

Obs – A audição destas músicas deverá ser acompanhada com a leitura do respectivo poema – que não transcrevemos por falta de espaço [o site já tem mais de 900 MB]

O conjunto dos poemas e as pautas encontra-se nos livros respectivos indicados entre parêntesis rectos nos títulos dos mp3.

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EXEMPLOS

LUA DE LONDRES  (L-João de Lemos | M-Altino M Cardoso)

A JUDIA (L-Tomás Ribeiro| M-AMC) [CPR 399]

AO LONGE OS BARCOS DE FLORES (L-Camilo Pessanha | M-AMC) [CPR 403]

REGRESSO AO LAR  (Guerra Junqueiro) [Arr AMC]

ASAS BRANCAS  (Almeida Garrett) [Arr AMC]

CINQUENTA ANOS  (L+M-AMC) [CPR 427]

LADAINHA  (L-António Nobre – SÓ | M-AMC) [CIL 129]

AS ANDORINHAS  (L-Auguso Gil | M-AMC) [CPR 405]

‘DESDICHADA’  (L-Gonçalves Crespo | M-AMC) [CPR 431]

O ROUXINOL DO CALVÁRIO   (L-Gomes Leal | M-AMC) [CPR 460]

PÁLIDA E LOIRA  (L-António Feijó | M-AMC) [CPR 462]

VENDO-A SORRIR  (L – G Junqueiro  M – AMC) [CPR 489]

SAUDADE  (L – António Nobre | M – AMC)  [CIL 206]

CHUVA DA TARDE   (L – António Sardinha |M – AMC) [CIL 51]

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Gomes Leal 460
O ROUXINOL DO CALVÁRIO
Na noite que passou
o Cristo, no Calvário,
um rouxinol cantou
sobre a Cruz, solitário.

Os trigueiros soldados
e os lírios de Salém,
perguntavam pasmados:
– Que voz canta tão bem?

2. Como sentindo os males
das suas próprias penas,
vergavam-se nos cálix,
chorando, as açucenas.

Choravam os caminhos,
os dados, os cilícios,
a grinalda de espinhos
e a esponja dos suplícios.

3. Choravam os sem luz
e os rijos peitos bravos.
Começavam na cruz
a vacilar os cravos.

Pelo tranquilo espaço,
paravam as estrelas,
e o vagaroso passo
as mudas sentinelas.

4. Os peitos desumanos
ressentiam mudanças.
Deixavam os romanos
escorregar as lanças.

Assim cantou… cantou…
lembrando o Amor, o Céu.
Quando Jesus morreu,
do lenho, enfim, voou!…
_

João de Lemos
A LUA DE LONDRES
É noite; o astro saudoso
Rompe a custo um plúmbeo céu,
Tolda-lhe o rosto formoso
Alvacento, húmido véu:
Traz perdida a cor de prata,
Nas águas não se retrata,
Não beija no campo a flor,
Não traz cortejo de estrelas,
Não fala d’amor às belas,
Não fala aos homens d’amor.

Meiga lua! os teus segredos
Onde os deixaste ficar?
Deixaste-os nos arvoredos
Das praias d’além do mar?
Foi na terra tua amada,
Nessa terra tão banhada
Por teu límpido clarão?
Foi na terra dos verdores,
Na pátria dos meus amores,
Pátria do meu coração?

Oh! que foi!… deixaste o brilho
Nos montes de Portugal,
Lá onde nasce o tomilho,
Onde há fontes de cristal;
Lá onde viceja a rosa,
Onde a leve mariposa
Se espaneja à luz do sol;
Lá onde Deus concedera
Que em noites de Primavera
Se escutasse o rouxinol.

Tu vens, ó lua, tu deixas
Talvez há pouco o país,
Onde do bosque as madeixas
Já têm um flóreo matiz;
Amaste do ar a doçura,
Do azul céu a formosura,
Das águas o suspirar;
Como hás-de agora entre gelos
Dardejar teus raios belos,
Fumo e névoa aqui amar?

Quem viu as margens do Lima,
Do Mondego os salgueirais,
Quem andou por Tejo acima,
Por cima dos seus cristais,
Quem foi ao meu pátrio Douro,
Sobre fina areia d’ouro,
Raios de prata esparzir,
Não pode amar outra terra
Nem sob o céu d’Inglaterra
Doces sorrisos sorrir.

Das cidades a princesa
Tens aqui; mas Deus, igual
Não quis dar-lhe essa lindeza
Do teu e meu Portugal;
Aqui, a indústria e as artes,
Além, de todas as partes,
A natureza sem véu;
Aqui, oiro e pedrarias,
Ruas mil, mil arcarias,
Além, a terra e o céu!

Vastas serras de tijolo,
Estátuas, praças sem fim
Retalham, cobrem o solo,
Mas não me encantam a mim;
Na minha pátria, uma aldeia,
Por noites de lua cheia,
É tão bela e tão feliz!…
Amo as casinhas da serra,
Co’a lua da minha terra,
Nas terras do meu país.

Eu e tu, casta deidade,
Padecemos igual dor,
Temos a mesma saudade,
Sentimos o mesmo amor:
Em Portugal, o teu rosto,
De riso e luz é composto,
Aqui, triste e sem clarão;
Eu lá, sinto-me contente,
Aqui, lembrança pungente
Faz-me negro o coração.

Eia, pois, ó astro amigo,
Voltemos aos puros céus,
Leva-me, ó lua, contigo
Preso num raio dos teus;
Voltemos ambos, voltemos,
Que nem eu, nem tu podemos
Aqui ser quais Deus nos fez;
Terás brilho, eu terei vida,
Eu já livre, e tu despida
Das nuvens do céu inglês.

João de Lemos, in ‘Impressões e Recordações’

Tomás Ribeiro
A JUDIA
Corria branda a noite;
imersa em funda mágoa
fui assentar-me triste e só no meu jardim;
ouvi um canto ameno…
e um barco ao lume d’água
vogava brandamente… a voz dizia assim:

B
Dormes? e eu velo, sedutora imagem,
grata miragem que no ermo vi:
dorme, impossível que encontrei na vida!
dorme, querida, que eu descanto aqui!

Dorme! eu descanto
a acalentar-te os sonhos,
virgens, risonhos, que te vêm dos céus:
dorme e não vejas o martírio, as mágoas
que eu digo às águas e não conto a Deus!

A
Se a triste da judia ousasse ter desejo
de pátria sobre a terra, aqui prendera o seu
um bosque sobre a praia,
um barco sobre o Tejo,
o eleito da minh’alma
um coração só meu!…

B
Porque há-de o lume de teus olhos belos,
mostrar-me anelos d’infinito ardor?
porque esta chama a consumir-me o seio?
Deus de permeio nos maldiz o amor!..

Dorme, que eu velo,
sedutora imagem,
grata miragem que no ermo vi:
dorme, impossível que encontrei na vida!
dorme, querida, que eu não volto aqui!”

Camilo Pessanha
AO LONGE OS BARCOS DE FLORES
1. Só, incessante, um som de flauta chora,
Viúva, grácil, na escuridão tranquila,
− Perdida voz que de entre as mais se exila,
− Festões de som dissimulando a hora.

2. Na orgia, ao longe, que em clarões cintila
E os lábios, branca, do carmim desflora…
Só, incessante, um som de flauta chora,
Viúva, grácil, na escuridão tranquila.

3. E a orquestra? E os beijos? Tudo a noite, fora,
Cauta, detém. Só modulada trila
A flauta, débil… Quem há-de remi-la?
Quem sabe a dor que sem razão deplora?

Só, incessante, um som de flauta chora…

Guerra Junqueiro
REGRESSO AO LAR
Ai, há quantos anos que eu parti chorando
deste meu saudoso, carinhoso lar!…
Foi há vinte?… Há trinta?… Nem eu sei já quando!…
Minha velha ama, que me estás fitando,
canta-me cantigas para me eu lembrar!…

Dei a volta ao mundo, dei a volta à vida…
Só achei enganos, decepções, pesar…
Oh, a ingénua alma tão desiludida!…
Minha velha ama, com a voz dorida.
canta-me cantigas de me adormentar!…

Trago de amargura o coração desfeito…
Vê que fundas mágoas no embaciado olhar!
Nunca eu saíra do meu ninho estreito!…
Minha velha ama, que me deste o peito,
canta-me cantigas para me embalar!…

Pôs-me Deus outrora no frouxel do ninho
pedrarias de astros, gemas de luar…
Tudo me roubaram, vê, pelo caminho!…
Minha velha ama, sou um pobrezinho…
Canta-me cantigas de fazer chorar!…

Como antigamente, no regaço amado
(Venho morto, morto!…), deixa-me deitar!
Ai o teu menino como está mudado!
Minha velha ama, como está mudado!
Canta-lhe cantigas de dormir, sonhar!…

Canta-me cantigas manso, muito manso…
tristes, muito tristes, como à noite o mar…
Canta-me cantigas para ver se alcanço
que a minha alma durma, tenha paz, descanso,
quando a morte, em breve, ma vier buscar!

Almeida Garrett
ASAS BRANCAS
Eu tinha umas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Que, em me eu cansando da terra,
Batia-as, voava ao céu.

— Eram brancas, brancas, brancas,
Como as do anjo que mas deu:
Eu inocente como elas,
Por isso voava ao céu.

Veio a cobiça da terra,
Vinha para me tentar;
Por seus montes de tesouros
Minhas asas não quis dar.

— Veio a ambição, co’as grandezas,
Vinham para mas cortar,
Davam-me poder e glória;
Por nenhum preço as quis dar.

Porque as minhas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Em me eu cansando da terra,
Batia-as, voava ao céu.

Mas uma noite sem lua
Que eu contemplava as estrelas,
E já suspenso da terra,
Ia voar para elas,

— Deixei descair os olhos
Do céu alto e das estrelas…
Vi entre a névoa da terra,
Outra luz mais bela que elas.

E as minhas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Para a terra me pesavam,
Já não se erguiam ao céu.

Cegou-me essa luz funesta
De enfeitiçados amores…
Fatal amor, negra hora
Foi aquela hora de dores!

— Tudo perdi nessa hora
Que provei nos seus amores
O doce fel do deleite,
O acre prazer das dores.

E as minhas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Pena a pena me caíram…
Nunca mais voei ao céu.

AMC
CINQUENTA ANOS
Nunca deixei, nestes cinquenta anos,
De continuar, na Noite, a procurar-te…
Mas, quando o dia vinha, os desenganos
Largavam-me, caído, em toda a parte!

Nem pude obter da lua e das estrelas
A caridade de um esquecimento,
Pois nos meus sonhos via-te entre elas
Vestida do meu luto e sofrimento…

E os anos, e os meses, e os dias
Foram-se acumulando, um a um,
Quase tornando a tua imagem ausente…

Ah! mas um dia vieste, pois sabias
Que nunca, que jamais, em tempo algum
Deixaria de amar-te. Eternamente.

António Nobre
LADAINHA
Teu coração dentro do meu descansa,
Teu coração, desde que lá entrou:
E tem tão bom dormir esta criança,
Deitou-se, ali caiu, ali ficou…

Dorme, menino! Dorme, dorme, dorme!
O que te importa o que no Mundo vai?
Ao acordares desse sono enorme
Tu julgarás que se passou num ai.

Dorme, criança! Dorme, sossegada,
Teus sonos brancos ainda por abrir:
Depois a Morte não te custa nada,
Porque a ela habituaste-te a dormir…

Dorme, meu Anjo! (a Noite é tão comprida!)
Que doces sonhos tu não hás-de ter!
Depois, com o hábito de os ter na Vida
Continuarás depois de falecer…

Dorme, meu filho! Cheio de sossego,
Esquece-te de tudo e até de mim.
Depois…de olhos fechados, és um cego,
Tu nada vês, meu filho! E antes assim.

Dorme os teus sonhos, dorme e não mos digas,
Dorme, filhinho! Dorme, dorme “ó -ó”…
Dorme, minha alma canta-te cantigas,
Que ela é velhinha como a tua Avó!

Nenhuma ama tem um pequenino
Tão bom, tão meigo; que feliz eu sou!
E tem tão bom dormir esse menino…
Deitou-se, ali caiu, ali ficou.

Augusto Gil
AS ANDORINHAS
Boca talhada em milagrosas linhas,
A luz aumenta com o seu falar.
Esta manhã, um bando de andorinhas
Ia-se embora, atravessava o mar.

Chegou-lhes às alturas, pela aragem,
Um adeus suave que ela lhes dissera,
– E suspenderam todas a viagem,
Julgando que voltara a primavera…

Gonçalves Crespo
DESDICHADA
1. Sozinha e ao desamparo ela vivia
Nesse pobre casebre abandonado;
Não conhecera pai nem mãe; doía
Fitar aquele rosto macerado.

Nenhum rapaz esbelto a convidava
Para os descantes da festiva aldeia;
E consigo a mesquinha suspirava:
– Doce Jesus, por que nasci tão feia?

2. Quando a Lua no céu azul surgia,
De alvo banhando a múrmura devesa,
No postigo do albergue a sós gemia,
Triste mulher sem viço nem beleza.

Chamou-a Deus enfim! Quando passava
O singelo caixão na triste aldeia,
Melancólico o povo murmurava:
– Vai tão bonita, olhai!, e era tão feia!…

António Feijó
PÁLIDA E LOIRA
Morreu. Deitada num caixão estreito,
pálida e loira, muito loira e fria,
o seu lábio tristíssimo sorria
como num sonho virginal desfeito.

Lírio que murcha ao despontar do dia,
foi descansar no derradeiro leito,
as mãos de neve erguidas, sobre o peito,
pálida e loira, muito loira e fria.

Tinha a cor da raínha das baladas
e das monjas antigas maceradas
no pequenino esquife em que dormia.

Levou-a a morte em sua garra adunca,
e eu nunca mais pude esquecê-la, nunca!
pálida e loira, muito loira e fria.

G. Junqueiro
VENDO-A SORRIR

1.Filha, quando sorris, iluminas a casa
Dum celeste esplendor.
A alegria é na infância o que na ave é asa
E perfume na flor.

Refrão:
Ó doirada alegria, ó virgindade santa
Do sorriso infantil!
Quando o teu lábio ri, filha, a minha alma canta
Todo o poema de Abril.

2.Ao ver esse sorriso, ó filha, se concentro
Em ti o meu olhar,
Engolfa-se-me o céu azul pela alma dentro
Com pombas a voar.

3.Sou o Sol que agoniza, e tu, meu anjo loiro,
És o Sol que se eleva.
Inunda-me de luz, sorri, polvilha de oiro
O meu manto de treva!

António Nobre
SAUDADE
Saudade, saudade ! palavra tão triste,
E ouvi-la faz bem : Meu caro Garrett, tu
bem na sentiste,
Melhor que ninguém !

Saudades da virgem de ao pé do Mondego,
Saudades de tudo : Ouvi-las caindo da
boca dum Cego,
Dos olhos dum Mudo!

Saudades de Aquela que, cheia de linhas,
De agulha e dedal, Eu vejo bordando
Galeões e andorinhas
No seu enxoval.

Saudades! e canta, na Torre deu a hora
Da sua novena : Olhai-a! dá
ares de Nossa Senhora,
Quando era pequena.

Saudades, saudades! E ouvide que canta
(E sempre a bordar) Que linda!
Quem canta seus males espanta
E eu vou-me a cantar…

«Virgílio é estudante, levou-o o seu fado
A terras de França! Mais leve que
espuma, não tenho pecado,
Que o diga a balança.»

«Separam-me dele cem rios, cem pontes,
Mas isso que faz? Atrás desses montes,
ainda há outros montes,
E ainda outros, atrás!»

«Não tarda que volte por montes e praias,
Formado que esteja; E iremos
juntinhos, ah tem-te-não-caias !
Casar-nos à Igreja.»

«Virgílio é um anjo, não tem um defeito,
É altinho como eu; Os lábios com
lábios, o peito com peito…
Ah, Virgem do Céu!»

«O Amor, ai que enigma! consolo no Tédio,
Estrela do Norte! O Amor é doença,
que tem por remédio
Um beijo, ou a Morte.»

«Às vezes, eu quero dizer-lhe que o amo,
Mas, vou-lho a dizer, Irene não
fala (Irene me chamo)
E fica a tremer…»

«Quando ia ao postigo falar-lhe, tão cedo,
(Tu, Lua, bem viste) Ai que olhos
aqueles ! metiam-me medo….
E sempre tão triste!»

«Perfil de Teresa, velado na capa,
Lá passa por mim: Ó noites da
Estrada, tardinhas da Lapa,
Choupal! e Jardim!»

«Cabelos caídos, a cara de cera,
Os olhos ao fundo! E a voz de Virgílio,
docinha que ela era,
Não é deste Mundo!»

«Saudades, saudades! Que valem as rezas,
Que serve pedir! No altar
continuam as velas acesas,
Mas ele sem vir!»

«Já choupos nasceram, já choupos cresceram,
Estou tão crescida! Já choupos
morreram, já outros nasceram…
Como é curta a Vida!»

«Ó rio de amores, que vens da Portela
Prò mar do Senhor, Ah vê se na
costa se avista uma vela,
Se vem o Vapor…»

«Meu santo Mondego, que voas e corres,
Não tenhas vagares! Mondego dos
Choupos, Mondego das Torres,
Mondego dos Mares!»

«Mas ai ! o Mondego (Senhora da Graça,
Sou tão infeliz!) Já foi e já volta,
lá passa que passa,
E nada me diz…»

António Sardinha
CHUVA DA TARDE
Chuva da tarde, melodia mansa,
desejos vagos de chorar baixinho…
Voltei aos meus caprichos de criança,
Só quero, amor, saber do teu carinho!
Chuva da tarde… na poeira ardente
cai um frescor inesperado e calmo.
É um frescor que purifica a gente
como a leitura mística de um Salmo
Meu coração doente remoçou-se
quando o tocaram essas mãos piedosas . . .
Chuva da tarde, — enfermaria doce
Aonde vão convalescer as rosas !
Chuva da tarde… ao longo das varandas
reza mistérios lentos a noitinha;
Que bom não é sonhar com coisas brandas
nas tuas brandas asas de andorinha!
Deixa que a sombra te emoldure a face,
– eleva no silêncio a tua voz!
O Cântico dos Cânticos renasce,
– diria até que se escreveu para nós !
Chuva da tarde… aragem de veludo
Penas dum anjo que as perdeu voando
Oh, minha Amiga, como é bom ser mudo,
Se a alma está sonhando um sonho brando!
Voltei aos meus caprichos de criança,
só quero, Amor, saber do teu carinho…
Chuva da tarde, melodia mansa,
desejos vagos de chorar baixinho . . .

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