Descrição
Views: 292
HINO DA AMADORA
[Cidade Menina – Cidade Mulher]

_________________________________
UM HINO DE “CAROLICE” E OUTRO “ENCOMENDADO”
NOTA INICIAL DE ALTINO M CARDOSO:
Escolhi a Amadora como local de futuro quando na Universidade de Coimbra terminei o Curso (Letras), a que se seguiu o Curso de Ciências Pedagógcas e o Estágio e Exame de Estado no Liceu Normal de D. João III (hoje chamam-lhe Zé Falcão), também em Coimbra. Tinha sido nomeado Professor Agregado no novo LICEU DA AMADORA, onde fui também responsável pela Acção Social (bolsas, refeitório, bufet, papelaria…).
Contactei com muitos pais e mães de alunos, que recorriam ao Seviço social do Liceu. Mesmo depois de Professor Efectivo em Queluz, aquela Amadora do início de carreira ficou muito ligada a uma hora boa da minha vida. Não deixei de acompanhar a Amadora e os laços de amizade aí encontrados:
Com a instituição do Município e a elevação a Cidade, achei necessário um HINO, género musical que eu cultivava desde muito cedo, com várias músicas em festividades escolares e de Loureiro, a minha freguesia.
Em 2017 publiquei as letras e pautas de quase todas as minhas canções no volume 400 CANÇÕES PRÓPRIAS REUNIDAS, com 640 pgs. (ver neste site)
No meu site podem-se ouvir alguns desses hinos, inclusivemente um de âmbito mundial: o HINO DA OMAAEC (Assoc Mundial dos Antigos Alunos Ensino Católico) e outro de âmbito nacional: o HINO DA COPAAEC (Confederação Portuguesa dos AA do EC).
O meu HINO DA AMADORA (ver neste site ou no GOOGLE ‘Altino Cardoso’) segue as tradicionais exigências de um hino: ser assumido, cantado e tocado pelas pessoas, personalizando a terra e simbolizando a união e solidariedade…
O meu HINO DA AMADORA – Cidade-menina – Cidade-mulher inspira-se nisso. Por isso o publiquei em livro A4, com a letra, as pautas para canto e piano e uma breve introdução a abordar o contexto histórico-social da Amadora. No mesmo livro juntei à minha partitura de canto e piano, uma orquestração para Filarmónica, feita pelo maestro amigo, do INATEL: Amílcar Morais.
Para o promover, contactei com o presidente de uma das bandas da Amadora, a Comércio e Indústria.
– Não, não iam tocar isso! … e… não eram eles que mandavam. A Câmara também não se dignou responder às minhas tentativas de contacto. Passado tempo, constou-me que tinha sido encomendado um hino: não me disseram a quem, suponho que esse quem é este maestro.
Deixei no bar da banda, como oferta, uns 50 livros. Desapareceram de repente entre os alunos da Escola de Música, Para mim isso já foi bom. E rejeito a “carolice” como motivação do meu HINO DA AMADORA – Cidade-menina – Cidade-mulher. Amor é muitíssimo mais do que “carolice”!
Este hino de encomenda oficial “Nós, Amadora”, não é um hino. Mas, na prática, até poderá ser o que a encomenda quiser, até um batuque, um bolero… oh! uma obra-prima clássica: eruditíssimo e valiosíssimo…
Só que… veja o vídeo e detecte na chamada ‘música’ alguma “ponta por onde se lhe pegue”. É intragável!
____________________________________
ALTINO MOREIRA CARDOSO – autor deste HINO DA AMADORA [Cidade-Menina–Cidade-Mulher] partilha a convicção geral dos amadorenses de que uma nova marca de nobreza da Cidade da Amadora poderá ser a adopção de um HINO – que recorde, musicalmente, o desabrochar da sua autonomia, até à actual dinâmica de maioridade – em consonância com os níveis sociológicos e culturais médios da população.
Criado em 11 de Setembro de 1979, o Município da Amadora estende-se por uma área de 23,79Km2, onde vivem 175 136 habitantes (Censos de 2011).
Este Município foi o primeiro a ser criado após o 25 de Abril de 1974, deixando de ser nessa data uma freguesia do Concelho de Oeiras, ao qual pertencia desde 1916.
O Município da Amadora inscreve-se na área geográfica da AMLN (Área Metropolitana de Lisboa Norte), fazendo fronteira terrestre com os Municípios de Lisboa, Odivelas, Sintra e Oeiras. Na altura da sua criação, o Município dividia-se em 8 freguesias:
Alfragide, Brandoa, Buraca, Damaia, Falagueira-Venda Nova, Mina, Reboleira e Venteira. Já em 1997, este número elevou-se para 11 freguesias, com a criação das novas freguesias de Alfornelos e São Brás, tendo a freguesia da Falagueira-Venda Nova se dividido em duas: Falagueira e Venda Nova.
Actualmente, o Município é composto por 6 freguesias:
Águas Livres, Alfragide, Encosta do Sol, Falagueira-Venda Nova, Mina de Água e Venteira. (…)
Entre 1950 e 1970, assistiu-se a uma autêntica explosão demográfica na Amadora, que atingiu nos anos 50, a mais elevada taxa de crescimento de toda a região de Lisboa.
Esta situação deriva de vários factores, como a melhoria das infraestruturas de transporte da região, a electrificação da linha de caminho de ferro e os largos contingentes migratórios que afluem à Amadora, atraídos pela criação de novos postos de trabalho nas indústrias e serviços que aí se instalaram.
No entanto, a escassez verificada no mercado da habitação, aliada à especulação imobiliária na capital, conduziram a um crescimento desgovernado nas periferias, em que a Amadora não foi excepção.
Começaram a desenvolver-se bairros clandestinos, que constituíram o sub-mercado paralelo e ilegal a que a população menos favorecida economicamente tinha acesso. No início da década de 70, a população residente na Amadora baseava-se sobretudo na imigração proveniente de Lisboa, Alentejo, Beiras, zona centro do país e Cabo Verde (na altura ainda Colónia Portuguesa). [Texto adaptado da net]
______
Nota: Além desta versão para piano do autor, o livro contém uma versão para Filarmónica, harmonizada pelo Maestro Amílcar Morais.
_____________________________
HINO DA AMADORA [Cidade-Menina | Cidade-Mulher] – (Letra e Música: Altino M Cardoso)

______________________
À falta de um hino, Amadora tem dois. Mas só um é oficial. O outro foi feito por “carolice”
“Cidade menina, Cidade mulher” era o ponto de partida para esta reportagem. Mas rapidamente se percebeu que havia outro hino oficial, que valoriza a multiculturalidade.
Trinta anos depois, a menina tornou-se mulher, e Altino Cardoso achou por bem atualizar a letra do hino. “Não, ninguém me pediu nada. Tudo isto é carolice”, assegura. “Menina e agora Mãe / com amor e carinhos / cidade da Amadora / continua menina / cresceu para ser alguém / seguiu bons caminhos / teve um ideal na vida / ser feliz e ser mãe”.
Altino M. Cardoso, autor de livros, professor, colaborador da imprensa regional, foi diretor do mensário “Amadora-Sintra”, que deixou de ser publicado em 2003, mas continua a ter existência jurídica, como “armazém intelectual das obras do autor”.
“Que hino é esse? Não conhecemos”
O entusiasmo de Altino, que se diz também poeta, esbarra no desconhecimento generalizado da(s) sua(s) ode(s) à Amadora. “Não conhecemos esse hino. Quem o escreveu?”, responde fonte oficial da autarquia às questões colocadas pela NiA. Procuravamos respostas, mas devolveram-nos perguntas. Nas últimas duas semanas, ouvimos opiniões, falámos com músicos e maestros da Amadora e a resposta foi sempre a mesma: “Nunca ouvi falar. Aliás, nem sabia da sua existência”.
O hino “Nós Amadora” estreou-se a 11 de setembro de 2019, no decorrer de um mega concerto, com mais de 100 músicos em palco, afirma o maestro, que procurou fazer uma peça multicultural, com a presença da Orquestra Orbi, Orquestra Geração da Amadora, Sociedade Filarmónica Comércio e Indústria da Amadora, o Coro Emotion Voices, e o grupo coral do Hospital Dr. Fernando da Fonseca.
“Na interpretação contámos com 135 artistas, num espetáculo chamado ‘O Amanhecer da Esperança’”. “Criei um projeto para reunir em palco várias sinergias e formas de expressão artística, com uma banda filarmónica, e solistas, do melhor que há em Portugal e internacionalmente.”
Altino Cardoso prefere não ser deselegante e escusa-se a fazer comentários à letra e composição artística do hino. “Não quero ser deselegante, mas parece-me um hino multicultural, para agradar a todas as raças”, comenta à NiA.
Pedro Teixeira da Silva recorda ter “criado uma cantata para quatro postos vocais, uma soprano, uma mezzosoprano, um tenor e um barítono, um coro e uma orquestra sinfónica”, explica. (…)
____________________________________________________________________

![HINO DA AMADORA [Cidade-menina - Cidade-mulher]](https://amadora-sintra-editora.pt/wp-content/uploads/2020/06/HinoAmadora.jpg)
![HINO DA AMADORA [Cidade-menina - Cidade-mulher] - Image 2](https://amadora-sintra-editora.pt/wp-content/uploads/2020/06/BndaSFCIA.jpg)
![HINO DA AMADORA [Cidade-menina - Cidade-mulher] - Image 3](https://amadora-sintra-editora.pt/wp-content/uploads/2020/06/Lg_Amadora-1.jpg)

![HINO DA AMADORA [Cidade-menina - Cidade-mulher] - Image 5](https://amadora-sintra-editora.pt/wp-content/uploads/2020/06/FtAmadora1-1.jpg)
![HINO DA AMADORA [Cidade-menina - Cidade-mulher] - Image 6](https://amadora-sintra-editora.pt/wp-content/uploads/2020/06/FtCamara-1.jpg)
![HINO DA AMADORA [Cidade-menina - Cidade-mulher] - Image 7](https://amadora-sintra-editora.pt/wp-content/uploads/2020/06/FtParque.jpg)



