Do VINHO DE MISSA de Cister ao Vinho do Porto

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DO VINHO DE MISSA DE CISTER AO VINHO DO PORTO

– A MAGNA KARTA – (2ª edição de A MAGNA CARTA…)

Esta edição desenvolve e aprofunda as ideias iniciais a partir da escritura originalmente datada de 1132 (ou 1142).

Explana a organização em granjas, nomeando as principais e estabelece definitivamente a lógica do estabelecimento de tantos conventos de Cister na zona de Lamego de Egas Moniz, onde D Afonso Henriques e depois o seu filho D. Sancho I foram criados e a batalha de S. Mamede (1128) idealizada.

Na mesma linha lógica do estabelecimento e vitivinicultura de Cister está a criação da capital em Coimbra três anos depois (logo em 1131).

O comércio de vinho do Douro, com a Inglaterra, sobretudo o “cheirante”, já fora objecto de um tratado com D. Dinis E, depois com D. João I e D. Filipa de Lencastre.

Séculos mais tarde, o Marquês teve de regular com mão de ferro a produção, para erradicar a desastrosa qualidade das exportações.

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Extracto da revista VISÃO:

AQUI NASCEU O ‘VINHO CHEIRANTE

Na margem esquerda, com vista para o casario estilo pato-bravo da Régua, João Azeredo também anda a matutar nas invejas que uma recente descoberta originou e que ameaça revolucionar a historiografia do Douro.

Segundo um estudo do investigador Altino Cardoso, a publicar pela Universidade do Porto, a secular Casa dos Varais ocupa o território onde, em 1142, os monges de Cister iniciaram a produção do “vinho cheirante de Lamego” a partir de castas da Borgonha, para usar nas missas, que viria a ser posteriormente denominado Vinho do Porto.

“Comprova-o um documento do Mosteiro de São João de Tarouca. A data, um ano antes da fundação da nacionalidade, até arrepia!”, confessa o proprietário da quinta que receberá este legado.

João Azeredo foi apanhado de surpresa. A princípio desconfiado, rendeu-se às evidências.

“É uma grande responsabilidade, para mim e para a região. Mas vem sustentar uma convicção pessoal: o Vinho do Porto não é apenas obra de ingleses, da D. Antónia, do Barão de Forrester ou do Marquês de Pombal, como pretendem fazer crer. Foi obra de gente mais simples e humilde”, acentua.

A Casa dos Varais já tinha sido pioneira no turismo de habitação, mesmo enfrentando resistências familiares. João abandonou o Porto nos anos 1980, deixando para trás a escola agrícola, e evitando o esfarelar da herança familiar. Transformou lagares, melhorou a qualidade das castas, apostou na comercialização. Na Casa dos Varais, manteve-se Maria Rosa, raro património duriense da safra de antigas cozinhas e encantamentos de levar ao lume, devidamente comprovados no arroz de pato e na doçaria.

João também põe o avental, mas apenas nas ocasiões em que, fazendo uso do seu único segredo gastronómico, confeciona a Truta do Monge. “É fumada em barrica de vinho do Porto e leva sete ou oito horas a preparar”, refere, orgulhoso.

Da janela da sala de jantar, ainda atordoado com os efeitos da novidade recente, repousa o olhar nas águas do Douro e medita nos tortuosos caminhos da região.

________ https://visao.sapo.pt/atualidade/sociedade/2012-09-04-o-paraiso-esquecido-do-douro-e-as-historias-que-moram-laf683417/#&gid=0&pid=1

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https://dasorigensdovinhodoporto.blogspot.com/2016/05/as-primeiras-plantacoes.html

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