2023_Acção do Marquês no Alto Douro

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Acção do Marquês de Pombal

no Alto Douro

No séc. XVIII, estando  hostilizada pelo Liberalismo e decadente a actividade monástica da Ordem de Cister, que possuía 4 conventos produtores de vinho (com relevo para o “cheirante de Lamego”, ou “de missa”, depois vinho do Porto), o Marquês de Pombal teve de intervir no Douro para garantir, com autoridade, a qualidade dos Vinhos exportados para a Inglaterra, um mercado já antigo (pelo menos desde o tempo de D. Dinis – séc. XIII) e muito importante para o equilíbrio da economia portuguesa (como actualmente, aliás).
Para o efeito criou a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro (1756).
Mas as vinhas já existiam desde a dinastia (borgonhesa) iniciada por D. Afonso Henriques, com castas trazidas da Borgonha (França) pelos monges de Cister e plantadas (pelo menos desde 1142 – séc. XII) nos terrenos dos seus conventos erigidos nos domínios de Egas Moniz e sob a jurisdição e protecção do Castelo de Lamego.

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Ver mais dados históricos no livro:

DO VINHO DE MISSA DE CISTER AO VINHO DO PORTO – A MAGNA KARTA – (2ª edição)

Esta edição desenvolve e aprofunda as ideias iniciais a partir da escritura originalmente datada de 1132 (ou 1142).

Explana a organização em granjas, nomeando as principais e estabelece definitivamente a lógica do estabelecimento de tantos conventos de Cister (Tarouca, Salzedas, S Pedro das Águias e, mesmo, Sta Maria Aguiar) na zona de Lamego de Egas Moniz, onde D Afonso Henriques e depois o seu filho D. Sancho I foram criados e a batalha de S. Mamede (1128) planeada.

Na mesma linha lógica do estabelecimento monacal e a vitivinicultura de Cister (o vinho era indispensável nas missas…) está a criação da capital em Coimbra três anos depois de S. Mamede (logo em 1131).

O comércio de vinho do Douro, com a Inglaterra, sobretudo o “cheirante”, já fora incluído no Tratado de Comércio de D. Dinis com Eduardo II (em 1308) e, depois com D. João I e D. Filipa de Lencastre, nos contextos da Aliança Inglesa, assinada em 13 de Junho de 1373.

Séculos mais tarde, o Marquês teve de criar a Companhia para a Agricultura das Vinhas do Alto Douro (1756) e regular com mão de ferro a produção, para erradicar a desastrosa qualidade das exportações. O Tratado de Methuen (1703) regularizou as tarifas alfandegárias.

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Pressupostos lógicos

Desde 1140, no reinado de D. Afonso Henriques, a Ordem de Cister de Borgonha implantou vários conventos (ou mosteiros) nos domínios do Aio Egas Moniz e do Castelo de Lamego: Mosteiro de S. João de Tarouca, Salzedas, S. Pedro das Águias, Sta Maria de  Aguiar. 

Ora a Liturgia da Missa exige a consagração do Pão e do Vinho.

Logo foi preciso obter bons terrenos de cultivo e aí implantar granjas que, além da subsistência alimentar, garantissem o pão e o vinho para as missas.

Os primeiros terrenos foram adquiridos em Cambres (Varais), à beira do Douro, que permitiria a expansão comercial regional e a exportação através do Porto, pelo menos desde D. Dinis e D. João I. 

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Este assunto veio clarificar a história do Vinho do Porto e mereceu a divulgação na Comunicação Social, nomeadamente na Revista VISÃO:

AQUI NASCEU O ‘VINHO CHEIRANTE’ DE LAMEGO (=vinho fino –>vinho do Porto)

Na margem esquerda, com vista para o casario estilo pato-bravo da Régua, João Azeredo também anda a matutar nas invejas que uma recente descoberta originou e que ameaça revolucionar a historiografia do Douro.

Segundo um estudo do investigador Altino Cardoso, a publicar pela Universidade do Porto, a secular Casa dos Varais ocupa o território onde, em 1142, os monges de Cister iniciaram a produção do “vinho cheirante de Lamego” a partir de castas da Borgonha, para usar nas missas, que viria a ser posteriormente denominado Vinho do Porto.

“Comprova-o um documento do Mosteiro de São João de Tarouca. A data, um ano antes da fundação da nacionalidade, até arrepia!”, confessa o proprietário da quinta que receberá este legado.

João Azeredo foi apanhado de surpresa. A princípio desconfiado, rendeu-se às evidências.

“É uma grande responsabilidade, para mim e para a região. Mas vem sustentar uma convicção pessoal: o Vinho do Porto não é apenas obra de ingleses, da D. Antónia, do Barão de Forrester ou do Marquês de Pombal, como pretendem fazer crer. Foi obra de gente mais simples e humilde”, acentua.

A Casa dos Varais já tinha sido pioneira no turismo de habitação, mesmo enfrentando resistências familiares. João abandonou o Porto nos anos 1980, deixando para trás a escola agrícola, e evitando o esfarelar da herança familiar. Transformou lagares, melhorou a qualidade das castas, apostou na comercialização. Na Casa dos Varais, manteve-se Maria Rosa, raro património duriense da safra de antigas cozinhas e encantamentos de levar ao lume, devidamente comprovados no arroz de pato e na doçaria.

João também põe o avental, mas apenas nas ocasiões em que, fazendo uso do seu único segredo gastronómico, confeciona a Truta do Monge. “É fumada em barrica de vinho do Porto e leva sete ou oito horas a preparar”, refere, orgulhoso.

Da janela da sala de jantar, ainda atordoado com os efeitos da novidade recente, repousa o olhar nas águas do Douro e medita nos tortuosos caminhos da região.

________ https://visao.sapo.pt/atualidade/sociedade/2012-09-04-o-paraiso-esquecido-do-douro-e-as-historias-que-moram-laf683417/#&gid=0&pid=1

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VER AINDA MAIS, NA NET:

https://dasorigensdovinhodoporto.blogspot.com/2016/05/as-primeiras-plantacoes.html

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