GRANDE CANCIONEIRO do Alto Douro [GCAD] III

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2009 – GRANDE CANCIONEIRO DO ALTO DOURO III:

. Contexto histórico, duriense, poético, musical e europeu

Este volume contém todas as noções históricas, poéticas, musicais, folclóricas, sociológicas, etc. que explicam e coroam os conteúdos e contextos poético-musicais dos primeiros dois volumes.

Além das referências à influência galego-portuguesa das origens compostelanas, faz o enquadramento destas artes com a Fundação do País no séc. XII, situando no Douro (Britiande e Cambres – Lamego) D. Afonso Henriques, com Egas Moniz e os quatro (!) conventos da Ordem de Cister (de Borgonha) aí fundados para apoio sócio-económico, social e religioso à expansão da cruzada para sul do primeiro rei da nossa dinastia de Borgonha.

Os conventos trouxeram a vinha de Borgonha. O vinho fino (do Porto) provém do vinho licoroso de missa solene cisterciense.

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GRANDE CANCIONEIRO DO ALTO DOURO
Prefácio deste 3º volume

RECUPERAR A ‘ARCA PERDIDA’
Este terceiro volume é uma cúpula: dá maior profundidade aos dados de
enquadramento histórico e remata aspectos do conteúdo poético-musical do primeiro e
segundo volumes do GRANDE CANCIONEIRO DO ALTO DOURO. O texto de carácter
histórico-literário e musical que introduz o primeiro volume e as resumidas observações
culturais que acompanham muitas cantigas têm aqui um acabamento mais panorâmico
e sistematizado.
Assim, as quase 1200 cantigas, aí apresentadas de forma sincrónica, têm agora
uma visão diacrónica e abrangente, que situará o Alto Douro não só nas suas origens
musicais, etnográficas e poéticas, mas também políticas, culturais e históricas –
borgonhesa, compostelana, ibérica… além de românica.
Por isso, tem de ser pluridisciplinar esta panorâmica final:
– Para além das músicas e das letras, o cancioneiro pressupõe um mundo de
cultura e actividades, desde a dança aos instrumentos musicais, desde os trabalhos às
romarias, desde os rituais de sedução às crenças, desde a métrica à simbologia…
– Retrato ancestral e íntimo da alma do nosso Povo, as cantigas revelam
magicamente a esperançada ou angustiada Hora do homem do Douro – de algumas
alegrias e de muitos desesperos.
– Saber ‘ler’ em profundidade essa Hora é uma exigência cultural da nossa época,
em que a Epopeia duriense é reconhecida como Património da Humanidade.
Torna-se indispensável recordar Egas Moniz e os Pioneiros (ibéricos, galegos,
portucalenses, durienses, borgonheses…) à luz da história político-militar; recordar a
Ordem de Cister (“ora et labora”) à luz da religião, da cultura, da arquitectura e da
organização empresarial das quintas; recordar os cavadores, os lavradores e os artífices…
os sonhadores e os artistas… os poetas, pintores, pedreiros-escultores, músicos… que,
nos jacobeus, iam a Santiago de Compostela procurar o sentido e a força da Vida, que é
Espírito e Matéria.
O Alto Douro é um Projecto e uma Herança – de carácter nacional, ibérico e
europeu – que nós, durienses de hoje, nos honraremos de conhecer, preservar, partilhar
e difundir, numa permanente tentativa de recuperação da nossa ‘arca perdida’, da aliança
entre a Montanha e a Água, o Suor e a Poesia, a Música e o Vinho.
Altino Moreira Cardoso

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