400 CPR_MÚSICAS VÁRIAS

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NOTA PRÉVIA

Uma parte substancial das canções seleccionadas para este website de promoção informática áudio-visual provém dos livros:

400 CANÇÕES PRÓPRIAS REUNIDAS 

e do omnipresente

GRANDE CANCIONEIRO DO ALTO DOURO (I, II e III) 

O  G.C.A.D.  é uma recolha de 1.150 cantigas tradicionais do Alto Douro Vinhateiro (Vinho do Porto), a primeira Região Demarcada do Mundo.

Esta abundância desculpará a visível mistura das temáticas e estilos presentes nos vários grupos ou produtos aqui seleccionados e harmonizados.

Tratando-se de uma arte tão matemática, perfeccionista e elitista como a Música é, e ao mesmo tempo tão intuitiva, volátil e subjectiva, o autor não deixa de verificar que (sobretudo nas harmonizações) existem intransponíveis limites para as infinitas formas de a apresentar.

E ainda mais é de sublinhar que, em concreto neste site, cada música apenas pode dispor de um espaço até 2 MB.

O melómano receptor (ou navegador) terá apenas a possibilidade de apreender o essencial da mensagem íntima da arquitectura sonora e compreender as limitações que num espaço material (pedaço de papel, instrumental, informático…) estrangulam a partilha da espiritualidade da Música.

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EXEMPLOS

Balada triste  (400 CPR, 409)  [Melodia e Harm Altino M. Cardoso]

(Letra esquecida)

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O ribeiro da meia-légua  (C. M Penaguião)  [Harm AMC]

O RIBEIRO DA MEIA LÉGUA

O Ribeiro da Meia Légua
Passa por baixo da ponte…
Ai, por causa das raparigas
Muita solinha se rompe!

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Indo eu por i abaixo (G C A D, vol II, 1163)  [Recolha e harm AMC]

Indo eu por ‘i abaixo,
à procura dos amores,
encontrei um laranjale
carregadinho de flores.
Deitei-me à sombra dele
p’ra que não me queimasse o sole;
espertei descoradinha
ao cantar o rouxinole.
– Rouxinol que tão bem cantas,
onde fostes aprendere?
– Ao palácio da rainha,
onde o rei estava a escrevere.
O rei estava na varanda
e a rainha no quintale;
atiravam-se um ao outro
com pedrinhas de cristale.
Umas a meio tostão,
outras a meio reale,
Outras eram d’alto preço,
ninguém le pode chegare;
Só lá le chegava o rei,
como pessoa reale.

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Flor da idália  (G C A D, vol II, 1162)  [Recolha e harm AMC]

Ó idália, ó flor da idália,
ó idália da flor amarela,
ai, à sombra da flor da idália
ai, enganei uma donzela.
Ai, enganei uma donzela,
ai, enganei uma viúva…
ó idália, flor da idália,
ó idália da folhinha miúda!
Ai, enganei uma viúva,
ai, enganei eu uma donzela:
ai, prometi-lhe casamento
e depois não casei com ela!
Ai, enganei uma donzela,
ai, enganei uma menina…
ó idália, flor da idália!…
ó idália da flor miudinha!…

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Maria, se fores ao baile (G C A D, vol II, 1165)  [Recolha e harm AMC]

Maria, se fores ao baile,
Leva o teu xaile,
Pode chover…
Está o céu anuviado,
Está o chão molhado,
Podes morrer!…
Maria, se fores ao rio,
Não vás ao frio,
E ao ar gelado…
Lá vem a noite cerrada,
Cai a geada,
Toma cuidado!…
Maria, se fores dançar,
Eu sou teu par,
Baila comigo!
Ao romper a bela aurora,
Tu vais embora
E eu vou contigo…

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Malhão 2  (G C A D, vol II, 1167)  [Recolha e harm AMC]

Ó Malhão, triste Malhão,
Ó Malhão triste coitado!
Por causa de ti, Malhão,
Ando roto, esfarrapado!
Ó Malhão, triste Malhão,
Triste vida te hei-de dar:
Não hei-de casar contigo,
Nem te hei-de deixar casar!
Ó Malhão, triste Malhão,
Ó Malhão endiabrado,
Por tua causa, Malhão,
Hei-de morrer estafado!
Ó Malhão, triste Malhão,
Ó Malhão sem ter rival,
És da terra do bom vinho,
És do Porto natural.
Ó Malhão, triste Malhão,
Triste há-de ser o teu fim:
Hás-de acabar os teus dias
À porta de um botequim!
Ó Malhão, triste Malhão,
O que foste e o que és!
Ó Malhão, que estás virado
Da cabeça para os pés!

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Ó arvoredo fechado  (G C A D, vol II, 1173)  [Recolha e harm AMC]

Ó arvoredo fechado,
Onde eu ‘stava namorando…
Olhei para trás e vi
Um passarinho chorando… (bis)
Tu que tens, ó passarinho?
Diz-me lá: quem te ofendeu?
Ele não me disse nada:
Bateu as asas… morreu… (bis)

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Coradinha, olá  (G C A D, vol I, 156)  [Recolha e harm AMC]

– Coradinha, olá, olá!
coradinha, olá, limão!
dá-me cá esses teus braços,
darei-te o meu coração!
Refrão:
Fala-me, rosa, a mim sozinha,
v’rás como ficas coradinha!
– Darei-te o meu coração
e a chave pró abrir:
não tenho mais que te dar,
nem tu mais que me pedir!

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Caridinha  (G C A D, vol I, 130)  [Recolha e harm AMC]

Caridinha, meu amor, caridinha,
Caridinha, meu amor, caridosa… (bis)
hei-de amar a caridinha,
oh, cara tão linda!
oh, botão de rosa! (bis)
REFRÃO
Eu amo todo o teu sere
toda a tua branquidão,
e ainda mais os teus olhos
que tão fagueirinhos são…
quando olho para eles
ficam-me no coração!
Ó rosa, quando te abrires,
abre-te na minha mão,
porque, se abrires na mão d’oitro,
ó serás minha ó não!…
Hei-de te pôr no meu peito
fechada no coração!

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Cigano lindo  (G C A D, vol I, 151)  [Recolha e harm AMC]

Cigano, lindo cigano,
cigano lindo, meu bem,
lá vai o cigano preso
sem roubar nada a ninguém!
Sem roubar nada a ninguém,
sem roubar coisa nenhuma:
foi por achar uma corda,
na ponta tinha uma mula.
Na ponta tinha uma mula,
a mula puxava o trem:
lá vai o cigano preso
sem roubar nada a ninguém!
1980

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Boa tarde, Mariquinhas  (G C A D, vol I, 115)  [Recolha e harm AMC]

ELE
– Ai, Boua tarde, Mariquinhas,
ai, como é que tu tens passado? (bis)
ai, por causa de te num bere
ai, tanho tanta saudade! (bis)
ELA
– Ai, Boua tarde, Manuele, (bis)
ai, como bais tu de saúde?
ai, por causa de te num bere, (bis)
ai, já quis chorar e num pude!

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