GCAD_ FOTOS-História do Vinho

Descrição

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HISTÓRIA DO VINHO DO DOURO

DESDE CISTER, D. AFONSO HENRIQUES E O AIO (EGAS MONIZ)

CISTER fundou no eixo Lamego-Tarouca os conventos e respectivas granjas de agricultura de subsitência:

S. JOÃO DE TAROUCA – SALZEDAS – S. PEDRO DAS ÁGUIAS e, ainda, STA MARIA E AGUIAR.

Os eventuais vinhedos anteriores, na inóspita e montanhosa Região, foram destruídos pelos Árabes, a quem o álcool era interdito pelo Alcorão.

O Vinho de Missa era essencial à presença cristã. Os frades de S. Bernardo de Claraval, provenientes da famosa zona vitivinícola da Borgonha, assim como a Primeira Dinastia (borgonhesa: Conde D. Henrique, D Afonso Henriques…) instalaram-se em Terras do Ribadouro, de Egas Moniz, sob a protecção do poderoso Castelo de Lamego.

Brevemente a zona foi saibrada e cultivada com pomares e plantada com vinhas, nomeadamente toda a encosta de Cambres, desde a beira do Douro e do Varosa, com início nos Varais e depois Mosteirô… É de 1142 (ou, mesmo, 1132)  escritura da compra dos Varais. (Ver livros: A MAGNA CARTA…, etc.)

As solenidades exigiam um vinho especial, licoroso, conservado nos armazéns, a enriquecer durante anos – como até às cooperativas acontecia nos normais armazéns das quintas do Douro.

O doce odor sentido à passagem, na rua, originou o cognome VINHO CHEIRANTE DE LAMEGO.

Foi este o primeiro vinho fino do nosso Douro. Apenas se chama “do Porto” por daí ser exportado desde a Idade Média, para Inglaterra, sobretudo após o casamento de D. João I com a princesa inglesa Dona Filipa de Lencastre, na Sé do Porto, em 1387.

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Sobre este assunto, ver, ainda, na Revista VISÂO:
AQUI NASCEU O ‘VINHO CHEIRANTE’ (de Lamego)

Na margem esquerda [do rio Douro], com vista para o casario estilo pato-bravo da Régua, João Azeredo também anda a matutar nas invejas que uma recente descoberta originou e que ameaça revolucionar a historiografia do Douro.

Segundo um estudo do investigador Altino Cardoso, a publicar pela Universidade do Porto, a secular Casa dos Varais ocupa o território onde, em 1142, os monges de Cister iniciaram a produção do “vinho cheirante de Lamego” a partir de castas da Borgonha, para usar nas missas, que viria a ser posteriormente denominado Vinho do Porto.

“Comprova-o um documento do Mosteiro de São João de Tarouca. A data, um ano antes da fundação da nacionalidade, até arrepia!”, confessa o proprietário da quinta que receberá este legado.

João Azeredo foi apanhado de surpresa. A princípio desconfiado, rendeu-se às evidências.

“É uma grande responsabilidade, para mim e para a região. Mas vem sustentar uma convicção pessoal: o Vinho do Porto não é apenas obra de ingleses, da D. Antónia, do Barão de Forrester ou do Marquês de Pombal, como pretendem fazer crer. Foi obra de gente mais simples e humilde”, acentua.

A Casa dos Varais já tinha sido pioneira no turismo de habitação, mesmo enfrentando resistências familiares. João abandonou o Porto nos anos 1980, deixando para trás a escola agrícola, e evitando o esfarelar da herança familiar. Transformou lagares, melhorou a qualidade das castas, apostou na comercialização. Na Casa dos Varais, manteve-se Maria Rosa, raro património duriense da safra de antigas cozinhas e encantamentos de levar ao lume, devidamente comprovados no arroz de pato e na doçaria. João também põe o avental, mas apenas nas ocasiões em que, fazendo uso do seu único segredo gastronómico, confecciona a Truta do Monge. “É fumada em barrica de vinho do Porto e leva sete ou oito horas a preparar”, refere, orgulhoso.

Da janela da sala de jantar, ainda atordoado com os efeitos da novidade recente, repousa o olhar nas águas do Douro e medita nos tortuosos caminhos da Região. (…)

Ler o artigo completo em: https://visao.sapo.pt/atualidade/sociedade/2012-09-04-o-paraiso-esquecido-do-douro-e-as-historias-que-moram-laf683417/#&gid=0&pid=3

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 O investigador (Altino M Cardoso) publicou estes estudos sobre o Alto Douro:

 

 

 

 

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IMAGENS HISTÓRICAS DO VINHO:

 

 

 

 

 

 

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